Por que Tite é o quarto gaúcho seguido a comandar a Seleção Brasileira?

Desde a contratação de Dunga, em 2006, a CBF mantém tradição que deu o pentacampeonato aos brasileiros

Há 13 anos, os gaúchos dominam a Seleção Brasileira. Desde 2006, quando Dunga assumiu, Tite já é o quarto treinador que nasceu no estado a comandar a equipe. Apenas Carlos Alberto Parreira interrompeu série de treinadores que começou com Felipão em 2001.

O DNA dos treinadores do Sul tem chamado a atenção desde Oswaldo Brandão, nascido em Taquara e primeiro gaúcho a comandar o Brasil, em quatro oportunidades (1955-1956, 1957, 1965 e 1975-1977). João Saldanha, de Alegrete, que esteve à frente da Seleção de 1969 a 1970, logo antes antes do título mundial no México, também merece lembrança,

No total, são dez técnicos do Rio Grande do Sul que trabalharam na Seleção. Mas eles nunca foram unanimidade, como agora. Se Tite permanecer para a Copa do Mundo da Rússia, serão três Mundiais seguidos com técnicos gaúchos, sem contar 2002, quando o título finalmente veio.

A escola gaúcha, caracterizada por disciplina, respeito e futebol aguerrido, tem dominado os últimos anos. A deifnição pode ser reflexo sim de uma ideologia, mas também, devido às recentes escolhas da CBF, uma questão de repetir o que deu certo. O pentacampeonato influenciou os anos seguintes. Depois que Scolari, com seriedade e pulso fez um time de estrelas funcionar como uma engrenagem.

“Um queria sempre fazer mais gols do que o outro. Por isso, muitas vezes não passavam a bola, mesmo quando esta era a melhor opção para o time. Um dia, perdi a paciência, chamei os dois, tranquei no vestiário e disse: “Ou vocês acabam de vez com essa frescura, ou vai jogar um só. E eu ainda não decidi quem será”, relembrou sobre o Mundial de 2002.

“Falei e fui me embora. Deixei os dois trancados lá. Aí o Rivaldo virou-se para o Ronaldo e disse: “Olha, é melhor a gente se ajeitar mesmo. Esse cara é maluco e é capaz mesmo de barrar um de nós dois”. E acabou de vez aquela bobajada”, afirmou ele.

(Foto: Getty Images)

DUNGA – De 2006 a 2010

Após a saída de Carlos Alberto Parreira, Dunga iniciou sua primeira passagem na Seleção Brasileira. Em 2007, conquistou a Copa América, goleando a a Argentina por 3 a 0 na decisão. Com o título da Copa das Confederações em 2009, o Mundial de 2010, e a opção por não convocar Neymar e Ganso fez com que o time fosse eliminado nas quartas de final, para a Holanda, por 2 a 1, de virada.

MANO MENEZES  – De 2010 a 2012

Despontando como um dos melhores treinadores do país, Mano Menezes foi escolhido para um trabalho de longo prazo. Em 2011, foi eliminado nas quartas de final da Copa América e nas Olimpíadas, uma derrota por 2 a 1 para o México, frustrou a torcida, que sonhava com o Ouro.


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LUIZ FELIPE SCOLARI – De 2012 a 2014

O campeão em 2002, Felipão parecia rumo ao sucesso após bater a Espanha, por 3 a 0 no Maracanã, garantindo o título da Copa das Confederações de 2013. Mas no Mundial do Brasil, não demonstrou o mesmo nível de futebol  e ainda foi massacrado pela Alemanha, por 7 a 1.

DUNGA – De 2014 a 2016

Novamente um retorno, desta vez de Dunga. Na Copa América de 2015, a Seleção Brasileira caiu para o Paraguai nos pênaltis nas quartas de finais e na Copa América Centenário, retrospecto pior ainda, queda na fase de grupos em uma chave que tinha Equador, Peru e Haiti.

TITE – A partir de 2016

Tite chega ao comando do Brasil e recebe a equipe na sexta colocação nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, talvez na maior crise de credibilidade da seleção nos últimos anos.

 


Fonte: Goal.com

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