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“Precisamos promover a solidariedade mundial”, diz pastor sobre refugiados

22/06/2016 – 19:00

É importante que analisemos a nossa postura diante dos nossos irmãos refugiados, afirma Roberto de Lucena



“Precisamos promover a solidariedade mundial”, diz pastor sobre refugiados “Precisamos promover a solidariedade mundial”, diz pastor

Celebrado no último domingo (20), o ‘Dia Mundial do Refugiado’ foi lembrado pelo pastor e deputado federal Roberto de Lucena (PV – SP), como uma oportunidade para a reflexão sobre a postura dos países ocidentais – em especial, o Brasil – diante da crise migratória, que já deslocou mais de 65 milhões de pessoas até o final de 2015.

A data foi oficialmente instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano 2000, com o propósito de alertar e conscientizar os governos e as populações sobre a crise de refugiados, que se agravou consideravelmente nos últimos dois anos.

“É importante que analisemos a nossa postura diante dos nossos irmãos refugiados. Precisamos promover a tolerância e a solidariedade mundial”, destacou Lucena no Dia Mundial do Refugiado.

O relatório anual do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) – agência da ONU destinada a proteger os refugiados, pessoas deslocadas internamente, reassentados e apátridas – apontou que dos 65,3 milhões de refugiados 3,2 milhões fugiram para países industrializados e estavam aguardando respostas às suas solicitações de asilo.

Ainda conforme os dados divulgados pelo relatório, aproximadamente 21,3 milhões de refugiados se encontravam em outras regiões ao redor do mundo. Cerca de 40,8 milhões foram expulsos de suas próprias terras, porém continuam dentro das fronteiras de seus países. A maioria dos que têm solicitado asilo são de áreas como África, Ásia (incluindo o Oriente Médio) e Caribe.

Contando apenas entre os sírios, desde 2011 até março deste ano (2016), 4.815.868 pessoas acabaram fugindo de seu país, buscando asilo na Turquia, Jordânia, Egito, Iraque e Líbano.

Outros 129.994 refugiados chegaram à Europa pelo mar, só em 2016 e 41% desses migrantes também eram sírios. Este número foi 10 vezes maior que a quantidade de pessoas que fizeram este mesmo tipo de travessia em 2015.

Cenário Nacional

No Brasil, foi criado o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), amparado pela Lei do Refúgio (Lei nº 9.474/97) e presidido pelo Ministério da Justiça.

O CONARE tem como principal objetivo, lidar com as políticas para refugiados no país, especialmente com a integração local dessas pessoas.

Em 2013, a Resolução nº. 17 da CONARE facilitou a entrada de imigrantes no país, autorizando que um visto especial seja emitido para pessoas afetadas pelo conflito na Síria, considerando as graves violações de direitos humanos naquele contexto.

“Vivemos a pior crise humanitária em 70 anos. A cada dia, essas pessoas em todo o mundo demonstram, mais e mais, a coragem em atravessar regiões tomadas por guerras civis, oceanos imensos em embarcações inapropriadas, toda sorte de alterações climáticas e riscos de morte, e são forçadas a deixarem as suas casas e os seus países de origem, em busca de paz para as suas vidas e a de seus familiares. Precisamos nos solidarizar com essas pessoas que são as principais vítimas da maior crise geopolítica mundial desde a 2ª Guerra Mundial”, destacou Lucena.

Dados do último relatório pelo órgão em abril de 2016, atualmente o Brasil possui 8.863 refugiados, de 79 nacionalidades distintas, já reconhecidos e 28,2% desse número são de mulheres.

A maioria dos refugiados tem grupos de pessoas da Síria (2.298), Angola (1.420), Colômbia (1.100), República Democrática do Congo (968) e Palestina (376).

Conscientização

Na semana passada, Lucena esteve no Palácio do Planalto, para se reunir com o presidente da República em exercício, Michel Temer e também com entidades de atuação em nível internacional sobre o tema.

O parlamentar voltou a chamar o governo brasileiro a um maior engajamento nas questões humanitárias internacionais, de forma que os Poderes Executivo e o Legislativo possam se unir e planejar políticas públicas para o acolhimento dos refugiados.

“As guerras internacionais, tanto no Oriente Médio quanto na África, são conflitos devastadores não só para as populações dos países envolvidos diretamente, mas sim para toda a humanidade”, disse Lucena.

“Nós, como povo brasileiro, precisamos promover a união dos povos e estimular a paz. Temos um país de dimensões continentais e somos uma nação pluriétnica de diversas origens e miscigenações. Podemos assisti-los em outros países através de ajuda humanitária, mas não podemos impedir o ingresso dessas pessoas em nosso país, que tanto necessitam de nossa ajuda, dentro de nossa realidade”, finalizou.


Fonte: Gospelprime.com.br

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