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Recordista no Barcelona, Espanha, El Clásico e Argentina: qual é o limite de Messi?

Na última terça-feira (21), o craque passou a ser o maior artilheiro da Seleção Argentina… uma marca que ele está acostumado. Será que agora o título chega?


GOAL Por Tauan Ambrosio 


Lionel Messi deixou a Argentina quando ainda era uma criança de 13 anos para jogar no Barcelona. Enquanto se desenvolvia como atleta em uma das principais categorias de base do mundo, ficou longe de seus compatriotas. Longe do Newell’s Old Boys, seu time de coração, e do apaixonante futebol de clubes jogado no seu país.

Poderia ter escolhido a Seleção Espanhola, mas sempre se manteve fiel à sua terra. Nas arquibancadas, bares, ‘quioscos’ e televisões muitos eram os que o criticavam sem dó nem piedade na Argentina. Afinal de contas não existia um laço forte, como os de jogadores que ao menos haviam disputado um jogo oficial por algum clube de lá.

Enquanto isso, fabricava gols em escala industrial com a camisa do Barcelona. Muitos títulos vieram, atuações inesquecíveis, espetaculares e decisivas. Na Espanha, tornou-se o maior goleador de toda a história da La Liga, superando o mítico Telmo Zarra, ídolo do Athletic Bilbao.


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Também ultrapassou o imortal Di Stefano, maior ídolo da história do Real Madrid e que era o maior goleador da história do El Clásico. Uma marca importante, ainda mais em um confronto que é um campeonato à parte. Como se não fosse o bastante, o camisa 10 também é o maior goleador de toda a história do Barcelona, um clube acostumado a grandes craques.

Só que a vida não é feita de vitórias absolutas, e na Seleção Argentina as decepções só fizeram aumentar as críticas de sempre em seu país. Lionel já estava acostumado. Desde sua estreia, com expulsão relâmpago após 47 segundos em campo em amistoso contra a Hungria, em 2005, à fatídica final da Copa do Mundo de 2014, no Maracanã, com vice-campeonato para a Alemanha.

O 1º jogo de Messi pela Argentina, em 2005: 47 segundos e um cartão vermelho (Foto: Getty Images)

Uma verdadeira via-crúcis em azul e branco. Uma desconfiança que vai se decantando pouco a pouco e que parece destinada a encontrar um fim em 2016. Aos 32 minutos do primeiro tempo, na semifinal da Copa América Centenário, o camisa 10 da Argentina bateu uma falta com maestria e acertou o ângulo do goleiro. Tudo bem que Brad Guzan, o estadunidense responsável por defender a cobrança, falhou. Mas isso é problema dele: Messi queria acertar o seu ângulo esquerdo… e conseguiu.

Foi o seu 55º gol pela Argentina. Ninguém balançou tanto as redes pela seleção nacional de futebol: nem Maradona, Crespo, Batistuta, Labruna, Di Stefano ou qualquer outro. Lionel Messi escreveu em letras maiúsculas a sua história na Albiceleste. Fez o que se acostumou: quebrou recordes. Agora falta seguir no mesmo caminho, desta vez levantando troféus. A Seleção Argentina não sabe o que é isso há 23 anos, desde a Copa América de 1993. Parece que a espera está chegando ao fim.


Fonte: Goal.com

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