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Rica Perrone: Pra não dizer que não falei das flores…

“Evoluímos. Seguiremos evoluindo. O bom começo do Brasileirão está animando”

Todo ano a bola rola, muito se critica, um longo tempo se espera e o Brasileirão se arrasta até setembro, quando levam a sério, começam a ir ao estádio, os objetivos ficam claros e o final melancólico dos pontos corridos se desenha.

Este ano, não. 

Jogos muito bons, média de bola rolando acima de 60 min por jogo, ou seja, padrão mundial de alto nível. As faltas seguem sendo exageradas, mas o jogo já é mais corrido, intenso e dedicado.  O efeito Corinthians 2015 funcionou.

(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

A ideia clara do que fez o Leicester esse ano começa a ser absorvida de forma menos “baba ovo”.  É um conjunto, não há uma estrela, um alvo. Há um time que com intensidade assume sua limitação e joga 90 minutos em busca do que considera possível. Mas numa intensidade impressionante.

Engana-se quem acha que tem alguma mudança ou revolução tática naquele time. É contra-ataque puro, bola esticada, quase uma versão 2.0 do Muricybol.  Mas numa intensidade surreal. 

Em 2015 nosso campeão tinha exatamente isso como principal diferencial. Em 2016 todos entenderam e a busca pelo jogo é bem superior. Aqueles longos segundos de bola sendo arrastada entre um campo e outro vão sumindo, e jogadores vão aprendendo que é melhor correr o tempo todo a 7 km/h do que dar piques de 10 km/h e parar pra descansar. 

(Foto: Ricardo Duarte/Site Oficial do Inter)

Evoluímos. Seguiremos evoluindo. O bom começo do Brasileirão, anima. Embora na mídia só seja notícia quando numa rodada qualquer a média de gols fique abaixo do esperado. 

É duro fazer algo dar certo num país que só enxerga o que dá errado.


Fonte: Goal.com

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