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Sítio frequentado por Lula em Atibaia estará na delação da Odebrecht

O sítio que o ex-presidente Lula frequenta na cidade de Atibaia, no interior de São Paulo, estará na delação premiada da Odebrecht. A empreiteira foi responsável por financiar parte da reforma do imóvel e falará sobre a negociação para realizar as obras. A informação é da coluna da jornalista Mônica Bérgamo no jornal Folha de S.Paulo. 

A Odebrecht e o Ministério Público Federal assinaram no dia 25 um pré-acordo de delação premiada de executivos da empresa e de leniência da companhia relacionados ao esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. A reportagem confirmou com fontes envolvidas no caso a informação revelada na edição desta terça-feira, pelo jornal Folha de S.Paulo.

Maior empreiteira do País, a Odebrecht teve o presidente do grupo empresarial, Marcelo Odebrecht, preso há quase um ano, em 19 de junho. Ele foi um dos principais alvos da Operação Erga Omnes (expressão em latim que significa “vale para todos”), 14ª fase da Lava Jato. Na ocasião, também foi preso o então presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo, que já assinou acordo de delação premiada.

A negociação da Odebrecht com procuradores da República teve início há cerca de um mês e meio. Um dos itens discutidos entre as partes é que a empresa deixará de ser alvo de novos mandados de busca e apreensão ou de operações da PF. Além da Erga Omnes, a Odebrecht teve escritórios vasculhados nas Operações Acarajé e Xepa, pela ordem em fevereiro e março deste ano. A última dessas fases levou à prisão o publicitário João Santana, responsável pelas duas campanhas eleitorais da presidente afastada Dilma Rousseff e do presidente em exercício Michel Temer.

Delação de ex-presidente da OAS trava após ele inocentar Lula

A mesma edição da Folha de S.Paulo também traz uma matéria sobre a delação do ex-presidente e sócio da OAS Léo Pinheiro. O empreiteiro, condenado a 16 anos de prisão, teve sua delação “emperrada” após ter inocentado o ex-presidente Lula.

Segundo Pinheiro, as reformas realizadas pela empreiteira no tríplex do ex-presidente no Guarujá e no sítio frequentado pelo petista em Atibaia foram agrados da empresa e não contrapartidas por algum benefício recebido. Entretanto, os investigadores da Lava Jato acham a versão do executivo sem muita credibilidade e acreditam que o depoimento é uma tentativa de livrar o petista das acusações recebidas.

Léo Pinheiro contou que as obras no sítio foram realizadas atendendo à pedido do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Okamotto confirmou à PF ter solicitado as obras no imóvel. Já os trabalhos no tríplex do Guarujá foram iniciativa da própria OAS como forma de agradar ao ex-presidente. Mesmo após ter gasto cerca de R$ 1 milhão nos trabalhos, a família de Lula não se interessou pelo apartamento. A versão do sócio da OAS é igual à apresentada por Lula.


Fonte: Diário de Pernambuco

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