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Surpresas e certezas nas extremidades da tabela no Brasileirão

Às vésperas da décima rodada do Campeonato Brasileiro, confira uma análise sobre as equipes que ocupam o G4 e o Z4


GOAL Por Tauan Ambrosio 


O Brasileirão 2016 já vai entrar em sua décima rodada. Até aqui foram 90 jogos disputados, 228 gols marcados, 760 chutes na mira e 437 cartões, entre amarelos e vermelhos. Na tabela de classificação as duas extremidades seguem mais ou menos o roteiro esperado, e as grandes surpresas estão na conta dos rivais Atlético-MG e Cruzeiro.

Quando o Campeonato Brasileiro começou, os principais candidatos ao título eram Atlético-MG, Corinthians, Grêmio e Palmeiras. Internacional, Santos, Flamengo e São Paulo compunham a lista das equipes apontadas como candidatas a boas campanhas na parte de cima da tabela.

Ao final de nove rodadas, apenas o Atlético não está presente entre os seis primeiros na classificação geral. Uma grande surpresa. O Galo estreou com vitória sobre o Santos, com uma equipe alternativa. O foco estava na Libertadores, mas depois da eliminação nas quartas de final, para o São Paulo, Diego Aguirre deixou o clube.


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Desde então foram quatro empates e três derrotas até o reencontro com os três pontos, domingo (19), com uma contundente vitória por 3 a 0 sobre Ponte Preta. A esperança, agora, é deixar de ser decepção para subir na tabela. Para isso as esperanças estão em jogadores gabaritados, no bom momento de Cazares e no faro de gols de Fred… afinal de contas os alvinegros são quem mais criam chances de gol (130).

No pelotão de frente, o Palmeiras vem na melhor sequência do campeonato: são cinco jogos sem derrotas e um ataque poderoso. A equipe comandada por Cuca é a que faz mais gols (19), e se não tem nenhum atacante entre os artilheiros pode se orgulhar em contar com os dois maiores garçons até o momento: Dudu e Cleiton Xavier somam oito assistências, divididas igualmente. Além disso, ainda tem o ‘menino Jesus’, que vem dando o que falar e desperta as atenções de grandes clubes da Europa.

Se o Verdão tem o melhor ataque, o seu principal adversário na corrida pelo título é, atualmente, a equipe que tem a melhor defesa: o Internacional. Com Diego Aguirre na área técnica, o Colorado buscou a bola no fundo das redes apenas em seis oportunidades. E tem mostrado que pode confiar no goleiro Danilo Fernandes para substituir Alisson. Na frente, Eduardo Sasha e, principalmente, Vitinho levam muito perigo aos adversários.

Com a bola rolando, Guilherme criou 21 chances de gol: mais do que qualquer um (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

O Grêmio confia no bom trabalho de Roger Machado, e no equilíbrio entre a boa defesa e o bom ataque. Já o Corinthians, atual campeão, vê em Guilherme e Marquinhos Gabriel as suas principais armas ofensivas… o grande mistério é saber como a equipe vai se comportar sob comando de Cristóvão Borges, substituto de Tite no comando da equipe.

Na parte de baixo da tabela a grande surpresa é o Cruzeiro na última posição. A Raposa, campeã em 2013 e 14, já não havia feito um 2015 à altura. Mas daí a sofrer cinco derrotas chega a ser demais para uma equipe que conta com valores como Arrascaeta (que perdeu um pênalti na 9ª rodada). A falta de planejamento no início do ano atrapalhou a sequência dos azuis, e a esperança é ver Paulo Bento conseguir engrenar um bom trabalho.

Também no chamado Z4, América-MG, Botafogo e Sport compartilham as mesmas cinco derrotas, dois empates e duas vitórias do Cruzeiro. E os três já eram apontados como candidatos ao rebaixamento antes do início do certame nacional.

O clube mineiro vinha animado, pelo retorno à elite após quatro anos e, principalmente, pelo título estadual que não vinha há 15 anos. Mas o Brasileirão é diferente, o Coelho tem a segunda pior defesa (15 gols sofridos) e demitiu o técnico Givanildo de Oliveira na quinta rodada – após três derrotas e dois empates. Desde então, venceram só duas vezes.

Com reforços que não deram o retorno desejado, o Sport é outro que começou a competição sob suspeitas. Até o momento, divide com o Santa Cruz uma marca negativa: é quem menos cria chances de gol (66), a esperança está nos pés de Diego Souza, em um melhor desempenho dos atacantes e na experiência do técnico Oswaldo de Oliveira.

Os tempos serão difíceis para o Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Já o Botafogo estava no foco desde o pontapé inicial do Brasileirão. Afinal de contas a equipe estava ainda mais enfraquecida após a (excelente) campanha na Série B 2015. A campanha no estadual foi boa, mas o desempenho do ataque tem sido dos piores desde o início da temporada. Nesta Série A, o Glorioso é a sétima equipe que mais cria chances de gols com a bola em movimento… mas, por outro lado, fica entre os que têm o pior aproveitamento em finalizações. A lesão do goleiro Jefferson também foi um baque inesperado em uma temporada que deve ser turbulenta para os lados de General Severiano.

Estatísticas gerais do Brasileirão

 


Fonte: Goal.com

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