Vamos divulgar tudo que aconteceu naquela noite, diz Gleide Ângelo

Conhecida em Pernambuco por ter solucionado crimes dificílimos, como os homicídios de Jennifer Kloker, Alice Seabra e Narda Bionde, a delegada Gleide Ângelo se comprometeu, nesta segunda-feira (27), a esclarecer a morte do empresário Paulo César Morato, que era um testa de ferro de um esquema que desviou R$ 600 milhões de recursos públicos para campanhas políticas do estado e do Nordeste, segundo a Polícia Federal. Gleide participou de uma coletiva na Secretaria de Defesa Social hoje para tentar elucidar dúvidas sobre o caso, uma vez que há suspeitas de todo tipo que cercam as circunstâncias da morte. Gleide é conhecida como “a delegada dos casos impossíveis”.

Delegada, houve uma polêmica muito grande porque a senhora preencheu documentos com a data do dia 23, um dia depois da morte. Os peritos foram ao local onde o corpo foi encontrado e tiveram de voltar (sob ordens de Sandra Santos).

O que na verdade foi o seguinte: fomos para esse local “de morte a esclarecer”, como de praxe e a gente só faz um oficio quando a gente retorna. Quando tem uma morte, a gente tem que correr,  não pode se preocupar com a formalidade… Quando a gente retorna, começa a fazer as peças, faz o Boletim de Ocorrência e outras coisas… O meu BO foi feito às 3h da manhã, porque eu havia ido para outro homicídio. Às 3h, foi quando eu fiz um ofício para o Instituto de Criminalista, um ofício para Instituto Tavares Buril, do caso do dia 22, solicitado perícia local que tinha sido feita. Só que quando eu cheguei foi de madrugada, eu fui para um homicídio em Cruz de Rebouças, eu emendei, tanto é que os ofícios saíram com a mesma data. O ofício que eu fiz é o ofício de perícia para o local de crime, tanto é que a numeração é parece que é de número 10, do ITB, e  a do IC é 11. A gente entrega quando larga de manhã.

A senhora então não disse que a perícia tinha que continuar?

O corpo estava totalmente violado quando a gente chegou. O corpo já estava dentro do saco os peritos entraram do IC, fizeram todas as perícias, eu fiquei do lado de for a. Quando terminou, a perita criminal Vanja Coelho disse: “perícia terminada, local liberado”. Eu sai na frente, porque tinha outro homicídio e eles foram… Então, não havia necessidade, segundo a minha ótica, de novas perícias porque o que a gente precisava já tinha, os copos (dois), a garrafa a qual o morto poderia ter pego, porém milhões de pessoas entraram naquele quarto, pessoas do hotel, PMs, pessoal do IML, pessoal do plantão. Nem o corpo do morto eu vi porque já estava dentro do saco.

Quais as perícias que restam?
Então, as perícias que nós precisávamos estão sendo feitas e estão sendo concluídas.  A perícia do IML, a tanatoscópica, aquela que define a causa morte, as perícias toxicológica, a perícia do ITB, tudo isso foi feito. A gente está esperando chegar tudo, para vocês que conheçam o nosso trabalho com a maior transparência. Nós vamos chamar todos vocês e explicar perícia por perícia. Para que vocês saibam se ele morreu de morte natural, se foi homicídio ou suicídio. No final da investigação, nos comprmentemos, Vamos divulgar tudo que aconteceu naquela noite.


Fonte: Diário de Pernambuco

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