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Versatilidade de Tchê Tchê vira peça fundamental no Palmeiras de Cuca

Ao se falar de Tchê Tchê, 23, a dúvida aparece de imediato: lateral, meia, atacante? O polivalente jogador tem atuado em todas essas funções ao longo do Brasileiro sem deixar que a qualidade de suas performances oscile.

Seja cruzando, passando, desarmando ou driblando, Tchê Tchê é constante, mostrando tranquilidade impressionante para quem veste pela primeira vez na carreira a camisa de uma equipe do primeiro escalação do futebol nacional. Como se diz no jargão, “a camisa não pesou”. Titular em todas as partidas do Brasileiro, ele enfrentará o Santa Cruz neste sábado (18), no Allianz Parque.

“Quando o Cuca me ligou pela primeira vez, ele disse que queria contar comigo, mas ainda não sabia em que posição. Eu disse que estava tudo bem, claro, quem não quer jogar em um clube do tamanho do Palmeiras”, diz Tchê Tchê, que começou no futebol após uma “peneira” de uma rede de supermercados. Depois disso, teve passagens por Guaratinguetá, Ponte Preta e Boa Esporte.

A desenvoltura em campo desde os tempos de Audax, pelo qual foi vice-campeão paulista neste ano, é complementada pelo riso fácil fora das quatro linhas com os companheiros. No entanto, ela contrasta com alguma timidez nas entrevistas e a modéstia ao falar de sua importância tática ao time.

“Não estou perto de estar entre os mais importantes do time em nenhum aspecto. Eu tenho mais que trabalhar o máximo para tentar me manter no mesmo nível dos outros. Jogar ao lado de Zé Roberto e Jean, que eu só via pela TV e já admirava, é bom demais”, explica.

Tchê Tchê diz que sempre jogou como meia, mas foi incentivado por Fernando Diniz, seu técnico no Audax, a explorar sua versatilidade.

“Depois que eu comecei a trabalhar com o Fernando Diniz ele reforçou a vontade de jogar em diferentes lugares. Ele trabalha com a gente psicologicamente para que estejamos prontos para todas as circunstâncias do jogo. O sistema dele dá liberdade, então acontecia naturalmente.”

À Folha, Cuca valoriza as atuações de Tchê Tchê.

“Poucos jogadores de futebol são versáteis assim. Joga na lateral direita, segundo volante, meia, ponta direita, ponta esquerda, na lateral esquerda. Já fez um pouquinho de tudo aqui. Quando eu tenho dificuldade na armação de jogada no meio e preciso me expor, passo ele para primeiro volante. Quando tenho uma necessidade de segurar o jogo de um lado, coloco ele lá. Quando tenho necessidade de uma junção com velocidade entre meio e ataque eu uso ele também. Contra o Flamengo, ele jogou pela esquerda e roubou a bola que resultou em gol”, explica.

“Ele veio a custo zero e hoje é uma peça imprescindível”, analisa.

Questionado se Tchê Tchê pode ser comparado a Joilson, que era deslocado por todo o campo por Cuca durante sua passagem pelo Botafogo entre 2006 e 2008, o treinador se anima com a lembrança.

“Eu estava pensando justamente isso, mas não falei. No Botafogo, a gente trouxe o Joilson da Cabofriense e ele cumpria funções mais ou menos parecidas. O Jorge Henrique também”, afirma.

Durante as partidas, o jogador demonstra sua inteligência tática com a ajuda de Jean.

“Às vezes o Cuca dá um toque no Jean, mas muitas vezes nós mesmo nos resolvemos. Nós vemos que não estamos bem e trocamos de posição para ver se melhora e o time anda”, conta. “O Cuca me passa tranquilidade e eu sinto liberdade para fazer o que quiser dentro de campo.”

PALMEIRAS
Prass; Jean, Edu Dracena, V. Hugo e Zé Roberto; T. Santos, Tchê Tchê e Moisés; R. Guedes, G. Jesus e R. Marques

T.: Cuca

SANTA CRUZ
T. Cardoso; Vitor, Neris, D. Morais e T. Costa; U. Correia, J. Paulo e Lelê; Arthur, Keno e Grafite

T.: M. Mendes

Estádio: Allianz Parque/Árbitro: Eduardo de Aquino/TV: 16h, pay-per-view


Fonte: Folha.com.br

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