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Vitor Bueno deixa as 'asas da mãe' para virar protagonista no Santos

Vitor Bueno é o atual menino dos olhos do Santos. A esperança do clube de começar uma arrancada no Brasileiro no clássico contra o Corinthians, nesta quarta-feira (1º), em meio à ausência de seus três principais jogadores —Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira— passa pelos pés daquele que sempre foi o xodó de sua casa.

O meia de 21 anos, que recentemente foi comprado do Botafogo-SP, após se destacar na campanha santista no Paulista, é o filho mais novo de Ailton e Zilda, mas precisou sair de debaixo das “asas da mãe” para engrenar.

Ele deixou sua casa já tarde para o futebol, aos 15 anos, para o Monte Azul. Na época, as rédeas curtas foram mantidas. “Eu não ficava alojado lá, minha mãe tinha esse cuidado e eu era muito preso a ela. Voltava para minha cidade para almoçarmos aos domingos”, lembra o jogador.

Vitor é natural de Monte Alto, cidade do interior paulista com 45 mil habitantes. A primeira grande mudança ocorreu quando ele foi jogar no Bahia por empréstimo.

“Fui com 17 anos e fiquei quase seis meses sem voltar para casa. Sou muito apegado. Voltei dizendo que, depois daquilo, estava pronto para qualquer coisa.”

E, de fato, estava. Chegou ao Botafogo, clube no qual foi comparado a Raí, para fazer o último estágio antes do Santos. A artilharia da Copa Paulista, torneio realizado pela Federação Paulista de Futebol durante o segundo semestre, elevou seu status.

O meia foi contratado para integrar o Santos B, mas rapidamente chamou a atenção de Dorival Júnior, que se encantou com ele. Logo em sua estreia pelo time principal, apenas alguns minutos de um clássico contra o São Paulo, o jogador ganhou elogios públicos do treinador.

Vitor é o oposto dos talentos precoces que o Santos costuma revelar. Não é um Menino da Vila e nem faz a linha extrovertida das gerações de Neymar e Robinho. É tímido, não usa brincos e não tem tatuagens, tudo para atender às ordens da mãe.

“Meus pais nunca gostaram disso. Com 13 anos, quis colocar brinco, mas minha mãe não deixou, ficou brava. Minha família é tradicional.”

A esperança no clube é que Vitor consiga substituir Lucas Lima, que está com a seleção brasileira e pode se transferir para o futebol europeu.

“O Lucas é um meia de seleção, mas sei do meu potencial. Ele demorou um pouco para chegar a esse nível, creio que também posso evoluir para ser protagonista.”

O Santos também tem seus cuidados de mãe com o garoto. Antes do fim do Estadual, já havia acertado sua permanência por mais quatro anos.

Agora, com o futuro garantido, Vitor tem tranquilidade para se concentrar na missão de se tornar uma estrela do futebol brasileiro. Com a bênção de dona Zilda, é claro.

Ricardo Nogueira/RAWai/Folhapress
Vitor Bueno comemora gol na partida entre Santos X São Bento, neste sábado (16) no estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) em Santos (72 km de São Paulo), válida pelas quartas de final do Campeonato Paulista 2016.
Vitor Bueno comemora gol com a camisa do Santos

Fonte: Folha.com.br

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