Últimas

A maior vitória

Vencer times pequenos é fundamental para quem quer ser campeão brasileiro. O Corinthians quer. Mas antes de ganhar do Flamengo, o campeão brasileiro tinha sete vitórias e cinco delas contra os cinco piores do Brasileirão: Sport, Santa Cruz, América, Botafogo e Coritiba.

Nos grandes jogos de 2016, o Corinthians vacilou. Exceções foram o São Paulo em crise, em fevereiro, e o Santos em junho, mas sem Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira.

Não era o Santos.

Editoria de Arte/Folhapress
PVC 03/07
PVC 03/07

No Brasileirão, fora os cinco piores e o clássico contra os santistas, o Corinthians tinha vencido a Ponte Preta. O primeiro tempo contra o Flamengo reforçava a ideia de que o Corinthians sofre contra os maiores. Levou bola na trave, teve menos posse de bola e sofreu. O segundo tempo mudou isso.

A vitória do Corinthians ontem foi a mais sólida do ano e a que ajuda a quebrar a desconfiança da torcida de que o time piorou depois da saída de Tite. As vitórias sem jogar bem contra Santa Cruz e América aumentavam a incerteza quanto ao nome do treinador contratado há duas semanas. Mas a falta de força contra os grandes, em 2016, era um problema de Tite, também. Não só de Cristóvão Borges.

Perdeu para o Palmeiras duas vezes, empatou duas vezes e foi eliminado pelo Nacional, empatou com o Santa Fé e perdeu do Cerro Porteño, perdeu do Santos no Estadual, caiu contra o Audax na semifinal do Paulista, empatou com o Grêmio, perdeu do Atlético-MG.

Só o último jogo citado aconteceu sob o comando de Cristóvão Borges.

“Depois que sofremos o gol nos desestabilizamos”, explicou William Arão após a goleada.

A goleada foi injusta com o Flamengo e não espelha o futebol corintiano. Mas o resultado leva o Corinthians aos mesmos 25 pontos do Palmeiras, o líder, que joga hoje à noite no Recife contra o Sport. Os 4 x 0 jogam a pressão sobre a equipe de Cuca.

A SEMIFINAL

A derrota contra a Ponte Preta não espelha o São Paulo que enfrentará o Atlético Nacional, porque Edgardo Bauza escalou dez reservas. Mas há problemas para avançar para a decisão. Sem Ganso nem Kelvin, é bem difícil escalar os titulares de quarta-feira.

Bauza pode ter Wesley na ponta e Ytalo na ponta de lança. Não aposte. Nem Bauza sabe qual equipe irá escalar.

O Atlético Nacional também tem problemas. Perdeu Copete, titular em sete dos dez jogos da Libertadores, mas reserva em três dos últimos seis. Titular absoluto que foi embora, só Ibarbo, o centroavante. O Atlético Nacional aposta nas infiltrações pela faixa central do campo. O São Paulo acredita nas bolas paradas.

São 41% dos gols nascidos em jogadas assim, de faltas e escanteios.

Um lance desse tipo pode dar tranquilidade para ir à Colômbia em busca do empate que classifique. Só que o São Paulo não vai bem como visitante desde a chegada de Bauza e o treinador argentino só venceu uma partida fora em mata-matas de Libertadores. Aconteceu em 2001, pelo Rosario Central, contra o Cobreloa, pelas oitavas de final.

No Morumbi, há quem imagine a hipótese de mudar a estratégia. Lutar pelo empate em casa e tentar fazer gol fora de casa. O retrospecto da carreira de Edgardo Bauza não dá segurança de que esta seja a melhor estratégia.

TITE VISITA

O último técnico da seleção que ia sempre aos jogos para observar jogadores “”sempre”” foi Telê Santana. Tite foi ao Gre-Nal ontem, vai a Palmeiras x Santos terça que vem. É seu trabalho e parte do serviço que pode devolver a noção de que a seleção nos pertence.

O LÍDER

O Palmeiras joga hoje com a estreia de Mina e a tentativa de abrir vantagem. Cuca tem uma boa definição do momento em que o técnico fica bom: “É quando ele entra na cabeça do outro técnico e sabe o que ele vai fazer.” Ele quer marcação pressão como visitante.


Fonte: Folha.com.br

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook