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Advogado de Goiânia perde três dedos após abrir pacote com explosivos

Um advogado de Goiânia ficou gravemente ferido após receber um pacote com explosivos nesta sexta-feira (15). Walmir Oliveira da Cunha, 37 anos, estava em seu escritório de advocacia, o KRB Advogados & Consultores, no Setor Marista, quando ocorreu a explosão. O advogado teve três dedos da mão esquerda afetados e passou por uma cirurgia de reconstituição na madrugada deste sábado (16). Ele não corre risco de morte.

Após a explosão, que destruiu a recepção do escritório, o Corpo de Bombeiros foi acionado pelos vizinhos e a vítima encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiás (Hugo). Ainda não há informações sobre a autoria ou a motivação do crime.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil de Goiás (OAB-GO) repudiou o atentado. Informa que Walmir de Oliveira da Cunha é um atuante advogado na área do direito agrário e “sempre se pautou na conduta ética em suas ações”. “Este é um atentado inadmissível à advocacia. A OAB-GO não aceitará esta violência descabida e reafirma que toda a advocacia irá se mobilizar contra este e qualquer tipo de violência. A Ordem não se intimidará diante de quaisquer ameaças que sofrer”, conclui a nota.

Em entrevista ao Correio, Lúcio Flávio Paiva disse que o advogado passou por uma cirurgia e deve retomar parte dos movimentos da mão esquerda. Walmir se recupera na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hugo e deve ir para a enfermaria em breve.

O presidente da Ordem ressaltou que o pacote endereçado a Walmir continha uma espécie de bomba-relógio e veio ainda com uma garrafa de vinho dentro. “O artefato tinha um grau de sofisticação grande, o que demonstra que a intenção era atentar contra a vida mesmo e não apenas causar pequenos danos”, destacou.

Para a OAB-GO, o atentado tem a ver com exercício profissional do advogado. Lúcio Flávio disse ainda que foi criada uma força-tarefa policial para descobrir a autoria do crime. “Esse não é um atentado apenas contra a advocacia goiana, mas contra a advocacia brasileira”, concluiu.


Fonte: Diário de Pernambuco

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