Após criar confusão na Copa América, Héber Roberto Lopes se defende: "Alguma decisão pode ser um equívoco"

Árbitro ainda comentou o pênalti perdido por Lionel Messi na decisão entre Argentina e Chile

A participação do Brasil na final da Copa América virou um misto de críticas e piadas para torcedores nas redes sociais, assim como a campanha da seleção de Dunga na competição. O árbitro paranaense Héber Roberto Lopes, escolhido para apitar a decisão entre Argentina e Chile, chamou atenção pelo excesso de cartões e pelas caras e bocas.

E após um mês da partida, Héber falou sobre como foi apitar a final da Copa América, além das reclamações de argentinos e chilenos.

“Lá na Copa América estavam árbitros de nome, brigamos entre aspas com grandes árbitros. Vivemos dia a dia, treinamento a treinamento. Sabíamos que tínhamos que ir bem jogo a jogo. Procuramos respeitar a alimentação, por exemplo, porque ficamos nos melhores hotéis dos Estados Unidos e se você não tiver um respeito à alimentação você acaba tendo uma mudança de peso. A Concacaf e a Conmebol fazem controle de peso a cada domingo e a gente procurava respeitar. Procuramos estudar bastante as mudanças recentes para não cometer nenhum tipo de equívoco, levamos a sério o dia a dia. E a coisa foi acontecendo. A seleção brasileira não fez um bom torneio, e isso abriu as portas para nós e aumentou a responsabilidade. Foi um dos jogos mais importantes da minha carreira. O estádio estava lotado, 88 mil pessoas, gente de renome assistindo. Sem falar na responsabilidade com a nossa comissão porque nós estávamos representando a entidade”, explicou em entrevista ao Globoesporte.

“O árbitro toma 190 decisões por jogo, alguma decisão pode ser um equívoco. Em uma ou outra você vai se equivocar. Mas eu acredito que no geral nós adotamos uma maneira equilibrada. 
Até recebi uma crítica de uma pessoa gabaritada, comentarista de arbitragem, que eu entrei sorrindo, que eu entrei assim, assado, mas eu procurei utilizar um critério equilibrado, tanto para a equipe A quanto pra equipe B. E ao final do jogo o mais importante é que nós não interferimos no resultado. Agora, pontuar alguns erros, claro, alguma coisa por ventura pode ser que eu tenha me equivocado, mas de um modo geral nós adotamos um critério equilibrado na final”, completou.

Questionado ainda se teve alguma dificuldade nos lances da decisão, o árbitro foi enfático.

“Quem apita Libertadores, apita qualquer competição do planeta. A maioria dos jogadores da final da Copa América joga na Europa, mas é incrível como quando coloca as suas camisas das suas seleções, a mudança radical de pensamento. O comportamento do jogador sul-americano no clube europeu é bem diferente de quando eles vêm jogar pela sua seleção. Nós sabíamos quais eram os jogadores mais habilidosos, quais faziam mais falta, estávamos preparados para tudo. Não teve uma bola que não foi disputada. Não tivemos nenhuma coisa desleal, cotovelada, mas tivemos expulsões. Eles se respeitaram bastante, mas disputaram a bola com muita força”, comentou.

Por fim, Héber ainda falou como foi assistir o craque Lionel Messi perder um pênalti decisivo.

“A bola foi quase fora do estádio. Assusta né? Você pensa: um jogador desse naipe, né? Mas ao mesmo tempo eu tenho que estar concentrado para as próximas cobranças. Eu tenho que ter anotação, fazer o controle, goleiro adiantou ou não. Eu tinha muitas atribuições. Mas ao término do jogo, uma imagem que me marcou foi ele ter ido para o banco de reservas, sentou e ficou sozinho. Aquilo me marcou porque você pensa: o cara representa o que representa. Nós sentimos essa dor dele de ter perdido, até porque a todo momento estava no telão”, finalizou.


Fonte: Goal.com

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