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Artigo: Memórias do primeiro FIF (1965) em Copacabana por Fernando Moura Peixoto

O cinema é o teatro condensado e rápido. É o drama ou a comédia tendo por fundo a realidade, a natureza e o universo na variedade infinita de todas as suas cenas. Não tem bastidores, não tem fingimentos, não tem mentiras (…).”

Correm os rios, erguem-se as montanhas; despenham-se as cascatas, veem-se os rebanhos nas pastagens; a natureza se ostenta na variedade incalculável de suas cenas e a ação humana se produz em toda a plenitude de seu desenvolvimento (…).”

No cinema vejo, aprendo, adquiro, em instantes, uma experiência que em anos não poderia acumular.”

– RUY BARBOSA (1849 – 1923)


 

O 1º FESTIVAL INTERNACIONAL DO FILME – FIF

Palco de grandes sucessos, berço de modismos como o vôlei de praia, o frescobol, o biquíni, a bossa nova e o futevôlei, o bairro de Copacabana sediou também um importante festival do cinema mundial.

O povo carioca estava em festa, apesar de um regime de exceção que vicejava no país havia um ano e meio. Em 1965, durante o governo de Carlos Lacerda (1914 – 1977) jornalista, escritor e político – marcando as comemorações do 4º Centenário da Cidade do Rio de Janeiro – no recém-criado estado da Guanabara (1960) – realizou-se no Cine Rian (1932 – 1983), na Avenida Atlântica, de 16 a 28 de setembro, o FIF, Festival Internacional do Filme, em sua primeira edição.

Organizado pelo eminente engenheiro civil e sanitarista Enaldo Cravo Peixoto (1920 – 1985) – alagoano penedense (foto) a quem dedico este trabalho –, secretário de Turismo, e dirigido por um respeitado crítico cinematográfico, Antônio Moniz Vianna (1924 – 2009), diretor da Cinemateca do Museu de Arte Moderna

do Rio de Janeiro, o evento tinha como secretário do Serviço de Imprensa o renomado jornalista Janos Lengyel (1919 – 1986), húngaro naturalizado brasileiro, e, na sua direção social, o jovem e dinâmico Ricardo Cravo Albin (1943 -).

A NOITE DE ESTREIA E AS SESSÕES NO RIAN

No dia 15 de setembro, em noite de grande gala, no Passeio Público, no centro da cidade, deu-se a inauguração da ‘maratona’ cinematográfica de trinta e um filmes de longa metragem e dezenas de curtas. O Cine Palácio (1928 – 2008) – em sua estilosa arquitetura neomourisca exibiu ‘Vagas Estrelas da Ursa’, do diretor italiano Luchino Visconti (1906 – 1976), contando com a presença da atriz principal, Claudia Cardinale (1938 -).

Nas tardes subsequentes, em Copacabana, no Cine Rian, havia sessões a preços acessíveis aos cinéfilos. À noite, isolava-se com cordões o trecho da Avenida Atlântica onde ficava o Cine Rian e parte da Rua Constante Ramos. Por esta adentravam, a pé, personalidades, artistas e cineastas famosos. A multidão acotovelava-se nas calçadas para ver de perto seus ídolos e lograr conseguir um autógrafo. Não faltou o ‘Ventania’ – folclórico personagem copacabanense – tentando comandar o policiamento. Era um evento eminentemente popular.

Em represália por não terem sido convidados para as projeções noturnas, atores, atrizes, técnicos e diretores do cinema brasileiro promoveram o FUFA, Festival Universal de Filmes na Areia. Defronte ao Rian, nas areias da Praia de Copacabana, improvisaram um telão, em que se apresentavam filmes nacionais, gratuitamente.

Bem humoradamente, Jece Valadão (1930 – 2006), trajando elegante ‘smoking’ com uma camisa rosa, e a atriz Sônia Dutra (1937 – 2010), lideravam o protesto na entrada e até mesmo sobre a marquise lateral do Cine Rian, local ao qual subiam através da varanda de um apartamento de um prédio vizinho.

Simultaneamente ao festival transcorreram os ‘Congressos de Museus do Cinema e de Historiadores de Cinema’, a ‘Retrospectiva Buster Keaton’, o ‘Mercado do Cinema Brasileiro’ – no Cine Alaska e na Maison de France. E foram exibidas três fitas inéditas do espanhol Luis Buñuel (1900 – 1983).


 

BADALAÇÕES, ROMANCES, COQUETÉIS E RECEPÇÕES

Muita badalação, uisquinhos e fotos em volta da piscina e na pérgula do Copacabana Palace, hotel que concentrou a maioria dos artistas internacionais – onde, aos 32 anos, Roman Polanski (1933 -) circulava anonimamente –, além do Hotel Excelsior e Leme Palace Hotel. Eles puderam curtir as delícias de uma primavera na Praia de Copacabana, nos postos Dois, Dois e Meio e Três.

Os cariocas apreciaram então os corpos esculturais de belas atrizes em sumários biquínis. As jovens colegiais caçadoras de autógrafos – as tietes – receberam o curioso apelido de ‘gaivotinhas’, em virtude do emblema oficial do festival ser uma estilizada gaivota na cor azul. Vários romances aconteceram, e uma briga envolveu o saxofonista Stan Getz (1927 – 1991) e o galã Troy Donahue (1936 – 2001), por causa de uma ‘starlet’.

Um desses casos com ‘starlets’ contemplou Ricardo Cravo Albin, pesquisador, musicólogo e ex-diretor (1966 – 1971) do Museu da Imagem e do Som, MIS que havia sido inaugurado em 3 de setembro de 1965, como parte das comemorações do quarto centenário da cidade. Entre bom humor e nostalgia, memória afinadíssima, o criador do Instituto Cultural Cravo Albin, ICCA, relembra hoje o episódio ocorrido quando tinha 22 anos incompletos.

O namorico foi com a estrelinha Nancy Kovack (1935 -), uma loura portentosa de Hollywood. A ‘Fatos & Fotos’ foi a revista que nos fotografou, creio, no Largo do Boticário.”

Comprei para presenteá-la um pequeno óleo de Gerson de Sousa (1926 – 2008) das mãos de Augusto Rodrigues (1913 – 1993), que nos recebeu com drinks. E que ela acabou por arremessar em minha cara, na porta de seu apartamento no Copacabana Palace. Quando fui salvo por sua vizinha de apartamento, a encantadora Mitzi Gaynor (1931 -). A quem de pronto disse ser por ela a minha verdadeira paixão. Marcamos almoço na pérgula no dia seguinte. Mas ela não foi. Mandou pelo garçom um bilhete constrangedor: ‘Esqueça’.”

Representante da Motion Picture Export of America em nosso país, Harry Stone (1926 – 2000) reuniu astros, estrelas, diretores, produtores e jornalistas no Copacabana Palace. Entre outros, estiveram presentes Lincoln Gordon (1913 – 2002), embaixador dos Estados Unidos, e Fritz Lang (1890 – 1976), diretor germano-americano. Com a participação maciça de artistas e cineastas, nacionais e estrangeiros, Adolpho Bloch (1908 – 1995) realizou um grande almoço em sua mansão em Teresópolis, que teve antes um aperitivo na casa de Jorginho Guinle (1916 – 2004).

Como mostra de nosso carnaval aos visitantes, o empresário Oscar Ornstein (1911 – 1990) promoveu nos salões do Copa, num sábado à noite e em traje a rigor, o ‘Baile das Celebridades’. Além dos artistas, compareceram Didu de Souza Campos (s/d) e os adidos culturais Fernando Sabino (1923 – 2004) e Guilherme de Figueiredo (1915 – 1997), respectivamente das embaixadas brasileiras em Londres e Paris.

O soçaite do Rio prestigiou a recepção oferecida aos estrangeiros pelo colunista Ibrahim Sued (1924 – 1995): senhoras Carmen Mayrink Veiga (1929 -), Regina Simonsen, Josephina Jordan, Miriam Gueiros, Edith Pinheiro Guimarães, Zilda Novis, o casal Sílvia Amélia e Paulo Marcondes Ferraz, e o ministro da guerra, general Artur da Costa e Silva (1899 – 1969) – futuro presidente da ditadura militar instaurada no país em abril de 1964. A festa na residência de Glorinha (1930 – 2012) e Ibrahim Sued constituiu-se em uma das mais notáveis do festival.

OS VENCEDORES E A FESTA DE ENCERRAMENTO

Venceram o 1º FIF, igualmente (‘ex-aequo’), o filme inglês ‘Help!’ (‘Socorro!’) – com os Beatles – de Richard Lester (1932 -), e o francês ‘A Velha Dama Indigna’, de René Allio (1924 – 1995). O brasileiro ‘A Falecida’, de Leon Hirszman (1937 – 1987), conquistou o prêmio especial do júri, e o curta-metragem nacional ‘Memórias do Cangaço’, de Paulo Gil Soares (1935 – 2000), também levou premiação. Os troféus possuíam o formato de uma gaivota, o símbolo da competição.

Diversos shows musicais – Elis Regina (1945 – 1982) e Zimbo Trio (1964), entre eles – assinalaram a cerimônia de encerramento do festival, com a entrega dos prêmios, efetuada no Maracanãzinho, na noite de 28 de setembro, tendo a presença de artistas nacionais e estrangeiros, como Grande Otelo (1915 – 1993) e Claudia Cardinale, e imensa afluência de público.

Novo incidente ocorreu com Stan Getz. Quando apresentava um número de jazz, foi apupado pela plateia, que ansiava por ouvir música brasileira. Ele então sustentou por longo tempo uma nota agudíssima no saxofone, calando as vaias. Em seguida, emendou uma rápida ‘Garota de Ipanema’, para delírio da audiência, retirando-se logo depois do palco, visivelmente irritado.

O SUCESSO DO FIF

O festival alcançou pleno êxito. Afora o intercâmbio cultural proporcionado, o incremento ao turismo e o consequente lucro financeiro, o FIF ensejou acordos para a execução de coproduções cinematográficas. E a negociação de filmes nacionais como ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’, de Glauber Rocha (1939 – 1981), ‘O Pagador de Promessas’, de Anselmo Duarte (1920 – 2009), ‘Grande Sertão’, dos irmãos gêmeos Geraldo Santos Pereira (1925 – 2016) e José Renato Santos Pereira (1925 – 1998), e ‘Selva Trágica’, de Roberto Farias (1932-), entre outros, a compradores latino-americanos e europeu-orientais que aqui vieram.

A vocação turística da Cidade Maravilhosa – quando bem administrada por governantes probos e competentes – foi definida magistralmente pela ‘starlet’ norte-americana Rita Schiel, par constante de Troy Donahue durante todo o tempo: “Rio é terra para se ver e ficar”.

AS PERSONALIDADES DO FIF

Difícil enumerar, fora as já mencionadas, todas as celebridades que participaram do festival:

Dino de Laurentiis (1919 – 2011), Roberto Rosselini (1906 – 1977), Adolfo Celi (1922 – 1986), Marco Vicario (1925 -), Raf Vallone (1916 – 2002), Rossana Podestà (1934 – 2013), Antonella Lualdi (1931 -), Franco Interlenghi (1931 – 2015), Lando Buzzanca (1935 -), e Gabriela Giorgelli (1941 -), da Itália.

Edgar Morin (1921 -), Jean Rouch (1917 – 2004), Charles Aznavour (1924 -), Michel Legrand (1932 -), Édouard Molinaro (1928 – 2013), Henri Calef (1910 – 1994), Pierre Kast (1920 – 1984), Corinne Marchand (1937 -), as irmãs Catherine Deneuve (1943 -) e Françoise D’Orleac (1942 – 1967), Macha Méril (1940 -), Jacqueline Sassard (1940 -), Serge Bourguignon (1928 -) e Nicole Tessier (s/d), da França.

Sir Charles Evans (1896 – 1996), Cecil Parker (1897 – 1971), June Thorburn (1931 – 1967) e as ‘bond-girls’ Honor Blackman (1925 -), Martine Beswick (1941 -) e Molly Peters (1942 -), da Inglaterra. Rudolf Joseph (1904 – 1998), Mario Adorf (1930 -) e Maria Perschy (1938 -2004), da Alemanha. E Jan Hulsker (1907 – 2002), delegado oficial da Holanda.

Fritz Lang (1890 – 1976), Hal Roach (1892 – 1992), Vincente Minelli (1903 – 1986), Mel Ferrer (1917 – 2008), Warren Beatty (1937 -), Arlene Dahl (1925 -), Mitzi Gaynor (1931 -), Yvette Mimieux (1942 -), Nancy Kovack (1935 -) Dorothy Provine (1935 – 2010), Mike Henry (1936) – então o novo ‘Tarzan’ – e as ‘starlets’ Rita Schiel (s/d), Gay Gordon (s/d), Meri Welles (1937 – 1973), Beverly Adams (1940 -), Susan Holloway (s/d), Sandra Gillis (s/d), Marianne Ross (s/d), Stephanie Hill (s/d), Patt Jeffers (s/d), e Dee Hawk (s/d), dos Estados Unidos.

Embaixador Paulo Carneiro (1901 – 1982), Mário Dias Costa (s/d), Dorival Caymmi (1914 – 2008), Adhemar Gonzaga (1901 – 1978), Anselmo Duarte (1920 – 2009), Rui Guerra (1931 -), Nelson Pereira dos Santos (1928 -), John Herbert (1929 – 2011), Paulo Porto (1917 – 1999), José Lewgoy (1920 – 2003), Eva Wilma (1933 -), Vanja Orico (1931 – 2015), Rosana Tapajós (1942 -), Vera Vianna (1945 -) e Marisa Woodward (1942 -), do Brasil. Manuel Félix Ribeiro (1906 – 2004), António Lopes Ribeiro (1908 – 1995), Clara d’Ovar (1925 – 2002) e Isabel de Castro (1931 – 2005), de Portugal.

Hiram García Borja (1940 -), Teresa ‘Tere’ Velasquez (1942 – 1998), e Silvia Piñal (1931 -) – a ‘Viridiana’ de Buñuel (1900 – 1983) –, do México; a dinamarquesa Ann Smyrner (1934 -) e a sueca Gunnel Lindblom (1931 -), atriz bergmaniana; um ainda pouco conhecido Roman Polanski (de ‘A Faca na Água’ e ‘Repulsa ao Sexo’), o polonês Zbigniew Cybulski (1927 – 1967), e o grego Stathis Gialellis (1941 -), revelação de Elia Kazan (1909 – 2003) em ‘Terra de um Sonho Distante’ (‘America, America’).

OS FILMES DO FESTIVAL

Na ordem em que foram exibidos, em competição, convidados, ou ‘hors-concours’, os 31 filmes do festival:

Itália, ‘Vagas Estrelas da Ursa’, de Luchino Visconti; EUA, ‘Shenandoah’, de Andrew Victor Mc Laglen; Brasil, ‘A Falecida’, de Leon Hirszman; Grã-Bretanha, ‘Arquivo Confidencial’, de Sidney J. Furie; Japão, ‘Sugata Sanshiro’, de Seichiro Ichikawa; Polônia, ‘O Manuscrito de Saragoça’, de Wojciech Has; Grã-Bretanha, ‘Vendaval na Jamaica’, de Alexander Mackendrick; EUA, ‘Crepúsculo de uma Raça’, de John Ford; México, ‘Viento Negro’, de Servando Gonzalez; França, ‘A Hora da Verdade’, de Henri Calef; Portugal, ‘Domingo à Tarde’, de António de Macedo; Tchecoslováquia, ‘O Atentado’, de Jiri Segueny; Argentina, ‘Os Guerrilheiros’, de Lucas Demare; Brasil, ‘Crônica da Cidade Amada’, de Carlos Hugo Christensen; EUA, ‘Nasce uma Mulher’, de John Guillermin.

Holanda, ‘Todos os Homens’, de Bert Haanstra; França, ‘A Velha Dama Indigna’, de René Allio; República Federal Alemã, ‘Serenata para Dois Espiões’, de Michael Pfleghar; União Soviética, ‘Os Vivos e os Mortos’, de Alexander Stopter; França, ‘A Estranha Metamorfose’, de Pierre Granier-Deferre; Suécia, ‘Amor 65’, de Bo Widerberg; Argentina, ‘O Olho da Fechadura’, de Leopoldo Torre-Nilson; Itália, ‘El Grecco’, de Luciano Salce; EUA, ‘Harlow’, de Gordon Douglas; Grã-Bretanha, ‘Help!’, de Richard Lester; Itália, ‘De Punhos Cerrados’, de Marco Bellochio; EUA, ‘Mickey One’, de Arthur Penn; Espanha, ‘Maria Rosa’, de Armando Moreno; Itália, ‘E Venne Un Uomo’, de Ermanno Olmi; Índia, ‘Charulata, a Esposa Solitária’, de Satyajit Ray, e França, ‘Alphaville’, de Jean-Luc Godard.

Uma pena que já não se faça mais festival de cinema como antigamente, num Rio de Janeiro que também não existe mais. E em que tudo era muito mais: humano, civilizado, culto, musical, risonho, seguro, honesto. E muito menos populoso.

GAIVOTAS PLANANDO SOBRE O FESTIVAL

O objetivo do cinema é atualizar-se sempre.”

O público de há 30 anos exigia filmes de acordo com o seu momento, como o público de agora exige filmes dentro de nossa época.” – FRITZ LANG (1890 – 1976)


 

A crítica cinematográfica na Europa é muito mais rígida que no Brasil”. – ADOLFO CELI (1922 – 1986)

Infelizmente, o cinema na França está tendendo para a televisão, o que não é a solução ideal.” – ÉDOUARD MOLINARO (1928 – 2013)

Não há conflito entre Bergman e Widerberg, embora seus métodos sejam diametralmente opostos. Dessa divergência temática nasce uma força totalmente positiva para o cinema sueco, inspiradora, inclusive, dos jovens cineastas do país.” – GUNNEL LINDBLOM (1931 -)

Eis o melhor filme do festival: ‘Rapture’ (‘Nasce Uma Mulher’). John Guillermin é o diretor. Até então, um cineasta menor, consagra-se agora um criador de grande sensibilidade (…) em obra compacta de cinema. Uma estória de confrontos, de lirismo, de grande sensualidade.” – SALVYANO CAVALCANTI DE PAIVA (1923 – 2011)

Vosso festival tem duas características indispensáveis, e que já morreram em outros festivais. Por um lado, a organização mais perfeita; por outro, o entusiasmo contagiante com que vocês o acolheram, com uma experiência só igualada por anos de festivais, que vocês ainda não têm.” – Sir CHARLES EVANS (1896 – 1996)

O 2º FIF VIRIA QUATRO ANOS DEPOIS

Quatro anos depois iria acontecer no Rio de Janeiro o 2º Festival Internacional do Filme, desta vez, no Cine Metro-Copacabana. E novamente, um grandioso evento com filmes e artistas de primeira linha. E intensa participação popular. Assunto para uma próxima oportunidade.


 

OS ESPECTADORES DE JOÃO PRAIANO

Recebo do leitor que se assina simplesmente ‘João Praiano’ um trabalho verdadeiramente inédito. Trata-se de uma coletânea composta por mais de sessenta unidades de comentários publicados nos jornais cariocas, num espaço de aproximadamente um ano, sobre problemas relativos à cinematografia e à política cinematográfica brasileira.”

Pacientemente, o espectador leu todos os jornais, recortou os artigos publicados não apenas pela crítica, mas também em seções como ‘cartas dos leitores’, xerografou cada um e reuniu-os ordenadamente depois, copiando aparentemente vários exemplares de seu trabalho.”

– NELSON HOINEFF (1948 -), ‘A Palavra dos Leitores’, A NOTÍCIA, 23/5/1978.


 

João Praiano – o pseudônimo de Fernando Moura Peixoto – concluiu um segundo trabalho de pesquisas, intitulado ‘O Espectador Lesado’, todo baseado em recortes de jornais, do início do ano passado até hoje, na maioria, cartas dos leitores reclamando de filmes, projeções, Embrafilme, Concine, pornochanchadas, salas de espetáculo etc.

O trabalho é tão desvinculado a qualquer esquema que será difícil alguma editora publicá-lo. O que o faz ainda mais honesto.”

– JORGE KURAIEM FILHO (s/d), ‘Tribuna da Imprensa’, 16-17/8/1980.


 

Fernando Moura Peixoto (ABI 0952-C)


 


 


 


 


 


 

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