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Artigo: Waldemir Alves, Estrela Solitária em Botafogo por Fernando Moura Peixoto

Como se torna amarga a música mais doce / Quando o compasso falha e o tempo se perde! / O mesmo ocorre com a música da vida dos homens.”

-SHAKESPEARE (1564 – 1616), Ricardo II, Ato V.


 

Quando vi a insígnia preta e branca do alvinegro carioca em seu instrumento, indaguei do cidadão se era ‘Botafoguense doente’. “Sou um Botafoguense eterno”, corrigiu-me Waldemir Prado Alves, nascido em Ilhéus, sul da Bahia, em 29 de setembro de 1949.


 

Waldemir – ou José, como diz se chamar também – é do signo de Libra, que tem como característica o equilíbrio e palavra-chave o Humanismo, sendo dotado de mente muito atenta, temperamento alegre e comunicativo – um traço comum nos librianos.


 

Radicado no bairro de Botafogo há 45 anos, aos 19 veio para o Rio de Janeiro, ingressando no Exército, no 1º Quartel de Artilharia da Costa, no Posto Seis, no Forte de Copacabana. E frequentou as escolas Cecília Meirelles e Cócio Barcellos, tendo apenas o Supletivo Primeiro Grau.


 

Músico e compositor, ele exibe a sua arte tocando e cantando à noite, estrela solitária, pelas ruas de Botafogo, zona sul da cidade, com seu violão, em que falta a primeira corda, mas que ostenta a bandeira brasileira e o escudo do Glorioso Alvinegro colados na caixa de ressonância.

 

Dá para se notar o ritmo, a qualidade das melodias, em que predominam letras com mensagens de paz, e ainda uma voz rascante. Possui mais de 60 composições, algumas registradas – as que, precavido, executa para o público. Diz que falta um empurrãozinho para se firmar no mundo artístico.

 

Com uma filha e dois netos, as mãos experientes e calejadas, necessita trabalhar e disponibilizou o número de seu celular a quem se dispuser ajudá-lo: 9-7660-5516


 

Texto e imagem: Fernando Moura Peixoto (ABI 0952-C)

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