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Bale não fugiu do protagonismo, mas CR7 levou a melhor ao ser decisivo na hora certa

Os craques do Real Madrid se encontraram na semi da Euro 2016, e no final das contas o luso levou a melhor… exatamente por estar mais acostumado a ‘jogar sozinho’ com a seleção


GOAL Por Tauan Ambrosio 


A semifinal da Euro 2016, entre Portugal e País de Gales, estava cercada de expectativa. O duelo entre as ‘duas equipes de um homem só’: Cristiano Ronaldo vs Gareth Bale, as contratações mais caras da história do futebol, atletas que são protagonistas vestindo a camisa do Real Madrid. Para alguns, até mesmo uma decisão antecipada do prêmio Bola de Ouro, dado ao melhor futebolista da temporada.

E as coincidências terminam por aqui. Afinal de contas os selecionados tiveram um caminho bem diferente até se encontrarem. Os lusos chegaram à semifinal sem vencer nenhuma partida. Foram cinco empates, uma decisão por pênaltis vencida sobre a Polônia e um total de 6 gols anotados. Por outro lado, os galeses vinham com um total de quatro vitórias, duas derrotas e o segundo melhor ataque da competição: dez gols.

No duelo entre os astros madridistas de cada equipe, Gareth Bale carregava consigo uma leve vantagem. Equilibrava mais os valores defensivos e ofensivos em relação a CR7, que por sua vez podia bater no peito para dizer que foi sua a maior atuação individual do torneio até o presente momento – no empate em 3 a 3 com a Hungria, que garantiu os lusos nas oitavas de final.


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Um fator elogiável em relação aos britânicos era não depender exclusivamente de Bale. Ao longo da campanha, a presença de Aaron Ramsey, habilidoso meia que defende o Arsenal, também foi de extrema importância. De seus pés, saíram 15 oportunidades de gol ao longo da Euro, incluindo quatro assistências. Ramsey era o principal criador. Bale, o finalizador. Apesar de estar mais acostumado a grandes torneios, Portugal sempre dependeu muito mais de CR7. Os brilhos de Nani ou Quaresma, apesar de presentes, não era tão garantidos.

Bale foi mais presente no primeiro tempo (Foto: Getty Images)

Quando a bola começou a rolar em Lyon, uma decepção. Afinal de contas o primeiro tempo foi um balde de água fria para quem esperava um jogaço. Os galeses tiveram mais posse de bola (52,7%), mas acertaram somente um chute a gol – justamente com Gareth Bale, de fora da área, aos 22 minutos. Portugal não teve sucesso em nenhum de seus primeiros cinco chutes. Finalizado a etapa inicial, o camisa 11 do Real Madrid tinha desempenho superior ao do 7: além do chute a gol na mira, deu um total de 16 passes certos contra 13 de Cristiano.

Mas se algo estava bem claro, era a falta que Ramsey fazia em campo para os galeses.

Bale estava sobrecarregado: dava passes em todo os setores do campo.

Só que no futebol é preciso ser decisivo, e Cristiano Ronaldo sabe muito bem o que é isso. Iniciado o segundo tempo, os portugueses finalmente acertaram um arremate. E na primeira tentativa, soltaram o grito, estufaram as redes. Após cruzamento batido por Raphael Guerreiro, CR7 mostrou o seu incrível impulso. Subiu tão alto quanto gostaria de chegar e testou para o barbante. Foi o seu nono gol em Eurocopas, igualando o número recorde de Michel Platini. Cinco destes tentos foram de cabeça.

Na primeira tentativa… CR7 comemorou. Decisivo! (Foto: Getty Images)

Logo depois, Cristiano arriscou um chute e, sem querer, acabou dando uma assistência para Nani completar para as redes: 2 a 0. A partida ficava praticamente resolvida, e pela quarta vez CR7 balançou as redes e deu assistências em um mesmo jogo de Eurocopa. Nenhum outro participou de tantos gols na história do certame.

Confira acima como Bale tocou mais a bola em partes diferentes do campo (Foto: Opta)

Em busca do empate, Gales empurrou Portugal para o campo de defesa. Sem fugir do protagonismo, Bale tentou até o fim. Saía desde a defesa com a bola nos pés e chegava no campo adversário. Antes do apito final, o camisa 11 ainda arriscou três chutes, um deles bloqueado pela defesa lusa. Do outro lado, Cristiano Ronaldo também não aliviou, aparecendo sempre com perigo.

A confraternização entre os companheiros de Real Madrid ao final do jogo (Foto: Getty Images)

Finalizado o jogo, a sensação foi de duas equipes vencedoras. E de craques também vencedores. Afinal de contas, Bale não se escondeu em nenhum momento. Mas sentiu bastante a falta de Ramsey, e isso não é algo novo. Desde 2015, o País de Gales não venceu nenhuma das quatro partidas nas quais esteve desfalcado de seu camisa 10.

Já Cristiano Ronaldo desceu para os vestiários com a felicidade estampada de ser o primeiro atleta a chegar a três semifinais de Eurocopa. E isso com um selecionado que ainda não é uma potência do futebol. CR7 está acostumado a ‘carregar o time nas costas’, e já cumpriu com o objetivo básico. Mas ele quer mais… e levando em consideração o seu caráter decisivo, é bom não duvidar que ele é capaz!


Fonte: Goal.com

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