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Bauza indica quem deve substituir Ganso e promete entrega total no Morumbi

Treinador não adiantou a equipe que iniciará o duelo contra o Atlético Nacional pela semifinal da Libertadores



GOAL Por Fernando H. Ahuvia 


O técnico Edgardo Bauza não revelou o time do São Paulo que iniciará o confronto de ida da semifinal da Copa Libertadores da América contra o Atlético Nacional, nesta quarta-feira (6), às 21h45 (de Brasília), no Morumbi. Em entrevista coletiva antes do treino fechado no palco do duelo, o Patón deu apenas uma pista: Ytalo deve substituir Ganso, que está lesionado.

“Ytalo é o que tem mais chances de jogar. Poderia usar um garoto, mas acho que é um jogo de muito peso para um jogador que está começando. Tivemos também problemas com Hudson, que está se recuperando. Mena se recuperou muito bem, porém vamos trabalhar hoje e esperar que responda bem para poder confirmá-lo. Hoje não poderei confirmá-lo. Tenho que ver”, declarou o comandante, que ainda aguarda para saber se poderá escalar Hudson e Mena.

“Se está Ganso no campo, teríamos a qualidade dele, a visão de jogo importante. Porém o São Paulo também tem outras virtudes. Não temos Ganso, mas vamos entrar com a gana de vencer a partida. É semifinal e não importa como se jogue. Teremos de classificar e é o que vamos buscar. Estamos com a cabeça na partida, sabendo e conhecendo o rival. E tratando de fazer uma grande partida para classificar”, completou.

Os números de Ganso na Libertadores:

Com relação à postura que a equipe deverá adotar no Morumbi, Bauza disse que a torcida precisará ter calma já que são 180 minutos de jogo (somando a partida de volta), mas ressaltou que não faltará entrega a equipe.

“Nessa partida, não adianta atacar como um louco. Tem de se atacar bem. A torcida pode ficar tranquila, encontrará um time que entregará tudo para vencer. São 180 minutos, esses serão os primeiros 90 e nada mais”, analisou.

“Nessa partida não se pode atacar desde o primeiro minuto como um louco. Tem de se atacar bem. Vamos jogar contra uma equipe grande. Na hora de atacar tem também de recompor. A torcida pode ficar tranquila que encontrará um time que entregará tudo. Oxalá a gente vença para concluir em Medellín. São 180 minutos, precisa estar tranquilo. Esses são os primeiros 90 minutos e nada mais”, finalizou.

Confira outras declarações do Patón na coletiva

(Foto: NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Atuações diferentes no Brasileirão e na Libertadores

“Difícil determinar as diferenças. Quem sabe um psicólogo poderia aplicar melhor. No Brasileirão, se a gente perde como perdemos, sabemos que tem muitas partidas para se recuperar. Na Libertadores, se sofremos, voltamos para casa. Isso é essencial. E todos os jogadores focam de maneira diferente. Por isso digo que não pode cometer erros. Erros nesse tipo de partida te deixa fora”.

Experiência pode ajudar?

Os técnicos como cabeça de grupos são importantes, porque tomamos decisões, somos encarregados. Mas o mais importante são os atletas. Nós demos ferramentas para utilizá-las. Mas eles são importantes. Minha experiência serve para comentar aquilo que pode acontecer com antecedência, a ansiedade, que dormem pouco. Trato de contar o que vai passar, e tranquilizá-los. Mas o mais importante é dentro de campo.

Quem perdeu mais com a parada?

O preferido era jogador em seguida. É difícil dizer quem perdeu mais. Nacional se forem algumas e chegaram outros. Nós tivemos muitas lesões. No total, seis importantes de quase titulares. Alguns se recuperaram e outros, não. Não chegamos na mesma condição que terminamos na última partida. Porém, não é desculpa. Vamos jogar uma semifinal, uma partida que todo mundo queria jogar. Vamos ter uma entrega total para tentar ir à final. Se vão enfrentar duas equipes que à sua maneira são diferentes. Nacional foi uma equipe muito igual em toda a Copa, nós fomos de menos a mais. Porém, estamos entre os quatro melhores, alguma virtude devemos ter. Vamos tentar chegar à final, sabendo que teremos uma partida muito difícil.

Razões que levaram o São Paulo à semifinal da Libertadores

Pelo trabalho que realizamos e o crescimento que teve a equipe. E uma grande vontade dos atletas. Captaram a ideia, tomaram para si. Já disse várias vezes, São Paulo hoje tem uma identidade. Alguns podem não gostar, outros não, mas não importante. Os atletas sabem como tem de jogar. Os resultados não foram os melhores no início. Mas conforme fomos trabalhando, os atletas foram dando importância à ordem e o time começou a crescer. E chegamos com muito mérito. Deixamos Atlético-MG, Toluca, fomos a La Paz, houve momentos muito difíceis, como agora. E a equipe demonstrou personalidade e uma identidade muito cara.


Fonte: Goal.com

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