China in Goal: Mano revela por que saiu do Shandong Luneng apesar de feito histórico

Treinador levou clube pela 1ª vez às quartas de final da Liga dos Campeões da Ásia. Porém, fracasso na Chinese Super League pesou contra

Mano Menezes teve uma experiência de pouco mais de cinco meses na China. Recém-contratado pelo Cruzeiro, o treinador esteve à frente do Shandong Luneng até 7 de junho passado. A sua passagem pelo clube, no entanto, não foi tão boa quanto se esperava. Apesar da boa campanha na Champions League da Ásia, o mau momento na Chinese Super League pesou a favor de sua demissão.

No período em que esteve no futebol asiático, o brasileiro tinha vencimentos de R$ 2 milhões mensais. Contudo, não foi tão bem quanto esperavam os dirigentes. Criado em 1993, o clube de Jinan jamais havia chegado às quartas de final do principal torneio continental, quando enfrentará o Seoul, da Coréia do Sul. Contudo, o que pesou para a saída do técnico foi vice-lanterna na CSL.

Nesta quarta-feira (27), em seu retorno à Toca da Raposa, ele se pronunciou e explicou por que não permaneceu por mais tempo no futebol asiático:

“Uma parte do trabalho foi muito boa, a disputa da Champions (League) da Ásia. Pela primeira vez em sua história, o clube está entre os oito melhores. E não fomos bem no Campeonato Chinês. Até em função de alguns jogos da Champions, tivemos que optar por algumas escalações alternativas”, afirmou.

“Falei lá e convivemos lá com as mesmas dificuldades que o Cruzeiro tem convivido nos últimos anos. Quem vive na parte de cima da tabela, está acostumado, quando fica lá embaixo, tem alguns problemas novos e precisa encontrar soluções diferentes. Lá, a gente não conseguiu encontrar. E aqui encontramos no ano passado e esperamos encontrar esse ano”, acrescentou.

Mas a passagem de Mano Menezes pelo Shandong Luneng não foi feita somente de momentos ruins. O treinador garante que foi possível evoluir profissionalmente durante a sua estadia no local:

“Olha, a gente tem uma ideia, olhando de longe, que a China é um mundo muito abaixo da nossa realidade. Quando você vai, descobre que não é bem assim. É uma boa experiência em relação a isso, sobretudo as questões táticas. A disputa da Champions (League) da Ásia me fez conviver com mais maneiras de jogar ainda”, comentou.

“A dificuldade da comunicação faz você crescer bastante e desenvolver outras formas de se envolver com os jogadores. Você aprende a falar um pouco menos, até porque ninguém entende nada. Aprende a reclamar menos do árbitro, porque não adianta. Acima de tudo, o importante é respeitar cada escola, cada cultura, ficar melhor como pessoa e como treinador. Não sei se posso falar que ensinei algo aos chineses, mas certamente aprendi bastante lá”, completou.


Fonte: Goal.com

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