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Choros, brigas, cântico viciante e um título histórico: o resumão da Euro 2016

Relembre alguns dos principais momentos (dentro e fora de campo) do torneio de seleções realizado na França

Depois de 23 dias, 51 jogos disputados e 108 gols marcados, chegou ao fim a 15ª edição da Eurocopa. A Euro 2016, realizada na França, contou com vários elementos intrínsecos do futebol e um campeão inédito! Confira um breve resumo dos principais momentos do torneio de seleções.

Brigas entre torcedores foram preocupação constante

Surpreendeu a quantidade de brigas causadas por torcedores violentos. A cidade de Marselha, por exemplo, foi palco de enfrentamentos entre ingleses e russos. Tamanho foram as ocorrências, que a UEFA ameaçou até mesmo desclassificar as respectivas seleções da competição.

(Foto: Getty Images)

Mas dentro de campo, ingleses e russos decepcionaram. A Rússia ficou na última posição do Grupo B, com apenas um ponto somado, e a Inglaterra caiu diante da surpreendente força viking da Islândia.

A vez dos ‘pequenos’ mostrarem sua força!

A Islândia, aliás, virou a queridinha de todos. Se classificou na segunda posição do Grupo F – o mesmo de Portugal, futuro campeão – e só caiu nas quartas de final, quando enfrentou a Seleção Francesa, que contava com um excelente time e toda uma torcida apoiando dentro de casa.

(Foto: Getty Images)

Os islandeses foram os únicos a fazer gols em todos os seus jogos no torneio (foram 8 em 5 partidas) e contaram com uma torcida animada, que introduziu uma saudação que caiu no gosto de várias outras seleções: braços abertos, batendo palmas sobre a cabeça e soltando um grito. No maior estilo viking! Nem mesmo a eliminação para os franceses, na partida com maior número de gols da Euro 2016, fez cair a tradição. Na volta para casa, os islandeses foram recebidos como heróis.

Algo muito merecido, tratando-se de um país com pouco mais de 300 mil habitantes.

Outros torcedores que também caíram nas graças de todos por causa da animação foram os irlandeses, seja da República ou do Norte. Os norte-irlandeses, aliás, foram os responsáveis pela música extraoficial da competição: em homenagem a Will Grigg… um atacante que nem mesmo entrou em campo!!!

Só que os norte-irlandeses deixaram a competição justamente após derrota para outra grata surpresa: o País de Gales. Comandados por Gareth Bale, os galeses voltavam a disputar uma competição importante depois de 58 anos.

(Foto: Getty Images)

E assim como na Copa do Mundo de 1958, fizeram bonito, sendo eliminados apenas pelo futuro campeão. Se há mais de 50 anos, na Suécia, eles caíram para o Brasil de Pelé nas quartas de final, neste ano Portugal de Cristiano Ronaldo os tirou nas semis.

Despedidas de craques

(Foto: Getty Images)

Foi também na Euro 2016 que dois craques fizeram as suas últimas aparições no torneio europeu de seleções. Aos 38 anos, o goleiro Gianluigi Buffon mostrou estar em plena forma e foi um dos principais nomes de uma Itália que voltou a mostrar algo já conhecido: o peso da camisa.

(Foto: Getty Images)

A Azzurra, desacreditada, mostrou um futebol muito competitivo. Eliminou a Espanha nas quartas de final e só caiu para a Alemanha. E nos pênaltis. Depois do revés, o camisa 1 italiano não escondeu a tristeza das lágrimas. Foi a sua última Eurocopa. Também foi a despedida de Ibrahimovic… e de vez! A Suécia ficou na lanterna do Grupo E, e o craque da camisa 10 anunciou a sua aposentadoria do selecionado nacional.

O “vício” de Low… e outras situações engraçadas

É lógico que a Euro 2016 também reservou momentos engraçados. As torcidas de República da Irlanda, Irlanda do Norte e Islândia protagonizaram algumas. Só que os principais astros também renderam alguns risos.

(Foto: Getty Images)

Durante o jogo entre França e Suíça, um fato inusitado: os suíços tiveram quatro camisas rasgadas. Finalizado o duelo, o meia-atacante Shaqiri alfinetou a fornecedora de material esportivo de sua seleção: “Espero que a Puma não fabrique camisinhas”, brincou o atleta, que viria a fazer um golaço na eliminação para a Polônia, nas quartas de final.


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Outros momentos que arrancaram risadas e espanto foram a ira de Cristiano Ronaldo, que ao ser questionado por um repórter atirou o seu microfone em um lago (a peça seria resgatada depois por mergulhadores profissionais); além, é claro, dos hábitos estranhos (e nojentos!!!) de Joachim Low, técnico da Alemanha.

(Foto: Getty Images)

Mesmo sabendo que estava sendo filmado para o mundo todo, Low colocou a mão nas partes íntimas… e cheirou depois! Posteriormente, o treinador viria a se desculpar: “Sinto muito por isso. Quando você está cheio de adrenalina, coisas acontecem que você nem percebe”, se defendeu.

Tragédia de um lado, redenção do outro

Na grande final, França e Portugal decidiriam o troféu. Mais um encontro entre Cristiano Ronaldo e Antoine Griezmann em decisões europeias. Só que os camisas 7 não foram os protagonistas.

(Foto: Getty Images)

Após uma entrada de Payet, CR7 deixou o gramado aos prantos e só pôde torcer (e muito!!!) pelos seus compatriotas. Do outro lado, Griezmann tentou, mas não fez a diferença como vinha fazendo. Coube a Eder, na prorrogação, a autoria do gol que deu a Portugal o maior título de sua história futebolística.

Choro do lado francês, e muita alegria dos lusos… que expurgaram de vez o fantasma de 2004, quando foram derrotados na final pela Grécia. A equipe vitoriosa de Fernando Santos não foi brilhante – só venceu um jogo no tempo normal, contra Gales -, mas demonstrou um espírito de luta incrível. E finalmente entrou para a galeria dos grandes campeões.


Fonte: Goal.com

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