Cinco Estrelas: O que o Cruzeiro pode almejar?

“O time celeste está fadado a metade de baixo da tabela? Sinceramente, acredito que não”.



GOAL Por João Henrique Castro


Passadas 14 rodadas do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro ocupa a 15ª colocação com 15 pontos. 14 a menos que o líder Palmeiras, 8 a menos que o 4º colocado (Santos) e a mesma pontuação que o Figueirense, equipe que abre a zona de rebaixamento.

Analisando friamente os números, a Raposa terá uma temporada brigando para escapar da Série B. Uns mais desesperados até fazem campanha para a demissão de Paulo Bento não vendo mais a menor perspectiva de melhora para a equipe sob o comando do treinador português.

As perspectivas, porém, são efetivamente estas e o time celeste está fadado a metade de baixo da tabela? Sinceramente, acredito que não.

Os reforços que ainda estão para estrear, vindo na janela de transferência ou mesmo do departamento médico, colocam a Raposa em outro nível. E mesmo desfalcado, o Cruzeiro não tem mostrado um futebol que justifique a sua classificação atual.

(Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Contra o Atlético-PR, por exemplo, o desequilíbrio do placar, construído na reta final do segundo tempo, apagou a boa atuação até o primeiro gol rival e a quantidade de gols perdidos pelo time azul. Situação que Ramon Ábila é a esperança para corrigir.

No entanto, não há, ao menos no momento, razão para otimismo de pleitear o G-4. Muito distante da atual realidade cruzeirense.

Imaginemos, por exemplo, que o Cruzeiro vença os 5 próximos jogos. Vitória contra o Fluminense no Rio de Janeiro, o Sport no Mineirão, Santos na Vila Belmiro, Internacional no Independência e o Corinthians no Pacaembu. Sequência impressionante e muito difícil. Que empolgaria a torcida. Mas que, mantidos os aproveitamentos atuais dos quatro primeiros, deixariam a Raposa dois pontos atrás do G-4.

Para chegar à Libertadores via Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro terá que ter um aproveitamento de campeão daqui até o final do campeonato (e talvez não seja suficiente). Os reforços precisarão de tempo e é difícil acreditar que esta sincronia será tão imediata.

A conclusão é que o Cruzeiro caminha para o meio da tabela e, dificilmente, ocupará algumas das extremidades da classificação. O que não quer dizer que o ano está perdido.

A temporada é feita de objetivos também no curto prazo e, no momento, precisamos afastar da zona de rebaixamento. A Copa do Brasil (ou a Sul-Americana, em eventual eliminação para o Vitória) são chances reais de título, caso a equipe consiga engrenar.

Muita água passará debaixo da ponte, mas os erros do início do ano e a correção de rota com reforços mais experientes e qualificados nesta janela podem não significar um 2016 feliz. No entanto, fica a lição e o aprendizado. E o Cruzeiro deve ao menos demonstrar, daqui até o final do ano, que enfim passou a ter um projeto.  


Fonte: Goal.com

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