Com a suspensão da votação de recurso, Cunha tem mais chances de vitória

Apostando na vitória do aliado Rogério Rosso, líder do PSD na Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com a ajuda da sua tropa de choque e do presidente da Comissão e Justiça da Casa (CCJ), Osmar Serraglio (PMDB-PR), conseguiu, após mais de 7 horas de sessão, empurrar para hoje a votação do seu próprio recurso no colegiado. O plano, liderado pelos deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e Hugo Mota (PMDB-PB), representa uma tentativa de adiar ao máximo a votação do processo de cassação em plenário. Com um aliado de Cunha no poder, a expectativa é de que a CCJ só delibere em agosto.

O peemedebista espera que, até lá, o clima no plenário tenha esfriado e ele consiga novamente se articular politicamente com seu grupo para se livrar da cassação. Parlamentares próximos a Cunha reconhecem reservadamente que, com Rosso na Presidência da Câmara, apesar de a missão ser muito difícil, o ex-presidente da Casa volta a respirar e pode se livrar da punição máxima.

Ontem, pouco depois de o presidente da CCJ encerrar a sessão, mesmo sem a ordem do dia no plenário para escolha do novo presidente ter sido iniciada, Marun, principal defensor de Cunha na Câmara, falou para o deputado Alessandro Molon (REDE-RJ): “Vocês não viram nada. Amanhã (hoje) é que vamos chegar aqui (na CCJ) com um kit obstrução grande”.

Após o término da sessão, Cunha falou rapidamente com a imprensa. Disse que estava cumprindo o seu papel ao se defender pessoalmente, atacou a presidente afastada Dilma Rousseff e não revelou por quem estava torcendo. “Eu não posso nem votar. Estou preocupado em exercer meu direito de defesa aqui na CCJ. Eu não pedi para a sessão ser encerrada”, disse.


Fonte: Diário de Pernambuco

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