Com paciente, ambulância fica meia hora parada esperando troca de motorista

Usuária havia sido atendida na UPA do Benedito Bentes e aguardava transferência para o HGE

 

Uma situação ainda sem explicação deixou uma usuária do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esperando por socorro na porta da base do órgão. A paciente, Jacira Rocha Carmo, e o marido dela foram socorridos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes e esperaram trinta minutos antes de conseguirem ir ao HGE.

Segundo Rosalvo, como a UPA não possui ambulância, ele e a esposa, que estava com princípio de infarto, precisaram esperar por 20 minutos até que uma fosse enviada. A viatura não tinha médico e eles foram para a base, no bairro da Serraria, para fazer a transferência.  

"Da UPA fomos para a base do Samu, no bairro da Serraria, para que um médico de lá autorizasse a transferência da minha esposa. Ele só entrou na viatura e fez algumas perguntas, mais nada. Quando pensei que sairíamos finalmente dali, o motorista disse que estava fora do horário dele e que precisava trocar. Até que um novo motorista chegasse e chegássemos até o HGE com todo o trânsito, já era de manhã".

Problemas na UPA

Ele havia chegado à Unidade de Pronto Atendimento às 4h30 e lá também teve problemas. O atendimento só foi realizado por um médico por volta das 6h. 

"Assim que cheguei com a minha esposa fui informado que não tinha maqueteiro para nos atender. Quem fez o socorro foi um vigilante e mesmo assim com uma cadeira de rodas. Ela ficou esperando na recepção, gritando e com dores no peito, enquanto eu preenchia a ficha. Quando terminei, o recepcionista fez a chamada de um médico e ninguém veio, tivemos que esperar 20 minutos até sermos transferidos para outra recepção", conta Rosalvo.

Só que, mesmo após o preenchimento da ficha e a mudança de recepção, o atendimento ainda continuou demorado. "Uma enfermeira que atendeu a minha mulher aferiu a pressão dela e mesmo vendo que ela estava passando mal ainda fez perguntas sobre que remédios tomava; foi praticamente uma nova ficha. Somente às 6h um médico nos atendeu e disse que ela teria que ser encaminhada para o HGE e que a UPA não tinha ambulância e teríamos que esperar o Samu", diz Rosalvo.

Explicação

O assessor de comunicação da coordenação das Unidades de Pronto Atendimento de Maceió, Miguel Torres, informou, em entrevista à Rádio Gazeta AM, que as UPAs não dispõem de ambulâncias por não terem equipamentos próprios para esse tipo de atendimento. Por isso, pacientes com essas características não podem ser atendidos lá. 

Ele ainda explicou que, em casos como este, o serviço a ser prestado deve ser do Corpo de Bombeiros, do Samu ou de ambulâncias de empresas privadas.

Já a assessoria de comunicação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência disse que a situação da demora na troca de motoristas está sendo investigada. A parada da ambulância na base será averiguada antes que a coordenação se pronuncie sobre o problema.

Jacira Rocha Carmo está internada no HGE e vai ser submetida a uma cirurgia cardíaca. 

 

 

Por Camila Barbosa

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