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Conjunto da Pampulha, em Minas Gerais, pode se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade neste domingo

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) acaba de informar que será realizada neste domingo, em Istambul, na Turquia, a reunião da 40ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, que discutirá a candidatura da Pampulha a Patrimônio Cultural da Humanidade. A votação seria no sábado, mas devido à instabilidade política no país europeu, com tentativa de golpe de estado na noite de sexta-feira, foi suspenso pela instituição internacional.

De acordo com a Unesco, que enviou comunicado à Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte (FMC), vinculada à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), somente as candidaturas com parecer favorável, como é o caso a Pampulha, serão apreciados. “Estamos muito confiantes e esperançosos de um resultado positivo”, diz o presidente da FMC, o arquiteto Leônidas Oliveira.

O conjunto moderno da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer (1907-2012) foi concebido para criar uma obra de arte total, integrando as peças artísticas aos edifícios e esses à paisagem, apresentando as quatro primeiras obras assinadas pelo arquiteto carioca e os jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994), painéis com azulejos do pintor Cândido Portinari (1903-1962) e esculturas de artistas renomados como Alfredo Ceschiatti (1918-1989), Augusti Zamoyski (1893-1970) e José Alves Pedrosa (1915-2002).

Formado por uma paisagem que agrega quatro edifícios articulados em torno do espelho d’água de um lago urbano artificial, o Conjunto Moderno da Pampulha é formado pela Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha (MAP), antigo cassino, a Casa do Baile, atual Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte e o Iate Tênis Clube, todos construídos entre 1942 e 1943.


Fonte: Diário de Pernambuco

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