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Dono da Delta é preso e vai para presídio por falta de tornozeleira

O empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta Construções S/A, foi preso na madrugada de ontem, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Ele foi escoltado por agentes da Polícia Federal, depois de chegar de um voo vindo de Roma.

Cavendish estava fora do País desde 22 de junho. Depois de passar por exames no Instituto Médico-Legal (IML), ele foi levado para o presídio Ary Franco, em Água Santa, na zona norte do Rio. Sem tornozeleiras disponíveis, Cavendish não seguiu para prisão domiciliar, como a Justiça havia determinado.

No Ary Franco também estão presos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Claudio Abreu, ex-diretor da Delta e os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud. Cachoeira, Assad, Abreu e Abbud foram presos na última quinta-feira, na Operação Saqueador da Polícia Federal. Eles são acusados de usar empresas fantasmas para transferir cerca de R$ 370 milhões de recursos obtidos pela Delta para o pagamento de propina a agentes públicos.

Uma decisão do desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal (TRF-2), converteu a pena para prisão domiciliar. Na decisão, Athié determinou que eles usassem tornozeleiras eletrônicas, e entregassem os passaportes para que não saíssem do País.

Crise. Por causa da crise financeira que atinge o Estado, a Secretaria de Administração Penitenciária não tem tornozeleiras para os presos. Os repasses para o fornecedor dos equipamentos estão atrasados. Como o presídio Ary Franco é usado apenas para triagem, a Justiça forneceu um despacho para que eles fossem transferidos para o presídio Bangu 8, para onde são levados presos com nível superior.

De acordo com a Secretaria, a transferência para a unidade só será possível depois que os advogados dos acusados entregarem os diplomas de seus clientes, o que não havia acontecido até a conclusão desta edição. A Justiça não autorizou que os presos fossem liberados sem as tornozeleiras, que só devem estar disponíveis na próxima quinta-feira.

O advogado de Cachoeira, Marcel Versiani, criticou a decisão da Justiça da transferência para Bangu. “Se não há tornozeleira, a Justiça deve determinar a soltura dele. Não pode transferir para o nosso cliente a culpa pela omissão do Estado.”

O advogado Miguel Pereira Neto, que defende Assad e Abbud, afirmou que pediria ainda ontem à Justiça que eles sejam liberados para aguardar em casa o monitoramento eletrônico.


Fonte: Diário de Pernambuco

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