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Eletrobras confirma afastamento de presidente de Eletronuclear

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Eletrobras confirmou nesta quinta-feira o afastamento do presidente da Eletronuclear, Pedro Figueredo, em atendimento à solicitação do Ministério Público Federal (MPF) para evitar interferência nas investigações da operação Lava-Jato que envolvem o ex-presidente da empresa, Othon Pinheiro.

No comunicado, a holding informa que continua cooperando com o MPF e entregando dados e informações requeridos que envolvem funcionários da Eletrobras e da Eletronuclear investigados no âmbito da Operação Pripyat, desencadeada nesta quarta-feira. Na operação, foi preso o ex-presidente Othon Pinheiro – que já estava em prisão domiciliar –  e conduzido para o Complexo Penitenciário de Bangu, na zona Oeste da cidade.

No comunicado, a Eletrobras admitiu que Pedro Figueiredo foi afastado para “evitar que o mesmo interferira nas investigações em curso e [que] a companhia manterá o mercado informado quando da indicação do novo diretor presidente para a Eletronuclear”.

O comunicado confirma, ainda, que os mandados de prisão cumpridos ontem foram contra os ex-diretores da Eletronuclear, Othon Pinheiro da Silva e Pérsio José Gomes Jardini, e os administradores e funcionários da Eletronuclear Luiz Antônio de Amorim Soares, Edno Negrini, Luiz Manuel Amaral Mesias e José Eduardo Brayner Costa Mattos, que já estavam afastados da empresa por decisão tomada pelo Conselho de Administração da Companhia anteriormente.

Operação

Desdobramento da Operação Lava Jato, a ação desencadeada nesta quarta-feira pela Polícia Federal teve por objetivo cumprir medidas cautelares pedidas pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) com a finalidade de obter provas adicionais de crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro decorrentes de contratos da Eletronuclear, empresa subsidiária da Eletrobras, em especial dos ajustes celebrados pela construtora Andrade Gutierrez para as obras de construção civil da Usina de Angra 3.

Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária, nove mandados de condução coercitiva e um de suspensão do exercício de função pública, determinado o bloqueio de bens e ativos de 17 pessoas físicas e jurídicas. Além disso, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão em endereços residenciais ou profissionais de 21 pessoas físicas e jurídicas.


Fonte: Diário de Pernambuco

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