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França tenta chegar à sua primeira final após aposentadoria de Zidane

No dia 5 de junho de 2006, a França, liderada por Zinedine Zidane, comemorava a classificação para a final da Copa do Mundo de 2006. Nesta quinta (7), dez anos e dois dias depois, os franceses podem voltar a fazer uma celebração semelhante ao se classificarem para a final da Eurocopa, em Marselha.

Desde a aposentadoria de Zidane, após a derrota nos pênaltis para a Itália na decisão da Copa de 2006, a seleção francesa só acumula insucessos em grandes competições.

O time não passou da fase de grupos na Euro-2008 e na Copa-2010 e parou nas quartas na Euro-2012 e na Copa-2014 —esta última desclassificação foi justamente contra a Alemanha, adversária dos franceses na semifinal desta quinta, às 16h.

“Não podemos nos equiparar aos alemães em termos de experiência e número de partidas ou de semifinais e finais que eles disputaram”, admitiu Didier Deschamps, técnico da seleção francesa. “Mas vamos dar o nosso melhor. Não quero ficar só na defesa. Nós temos capacidade de criar perigo”, afirmou.

Uma vitória sobre os alemães e a consequente chegada à final ajudaria a diminuir o trauma de uma seleção que se acostumou com glórias no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, mas que tem dificuldade para recuperar o prestígio do passado.

Ainda mais para uma equipe que deixou de contar com um dos principais jogadores desta geração, o atacante do Real Madrid Karim Benzema.

Ele não foi convocado após ter sido acusado de chantagear seu companheiro de seleção Mathieu Valbuena.

“Nem tudo foi tranquilo, mas os jogadores fizeram o que era preciso. Eu acredito neles”, disse Deschamps.

Efe/Efe
Jogadores da Alemanha comemoram classificação para a semifinal da Eurocopa após vitória nos pênaltis sobre a Itália, neste sábado
Jogadores da Alemanha comemoram classificação para a semifinal da Eurocopa

DESFALQUES

Ao contrário da França, que chegou à semifinal após uma vitória tranquila por 5 a 2 sobre a Islândia, a Alemanha só conseguiu a classificação nos pênaltis depois de jogar 120 minutos contra a Itália. O desgaste foi grande, e as lesões inevitáveis.

O atacante Mario Gomez e o volante Sami Khedira, titulares nas quartas de final, se machucaram e não poderão enfrentar a França. Assim como o zagueiro Mats Hummels, suspenso.

Menos mal para o técnico Joachim Löw que o volante Bastian Schweinsteiger, substituto de Khedira na partida contra a Itália, se recuperou de um estiramento no joelho direito e estará em campo.

Apesar dos problemas na escalação, o time alemão se mantém confiante para a partida contra a França.

“Sou otimista e acredito que vamos achar soluções, mesmo sem poder contar com esses jogadores. Não acho que sentiremos os desfalques com os companheiros que entrarão em campo”, disse o atacante Thomas Müller.

Apesar da confiança, o jogador do Bayern de Munique evita fazer um paralelo desta semifinal com a da Copa de 2014, quando o time alemão goleou o Brasil —que também jogava em casa— por 7 a 1.

“Se existisse um paralelo, seria bom para nós. Mas não vou dizer que vamos ganhar de 7 a 1, isso seria demais.”


Fonte: Folha.com.br

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