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Giovanni Mastroianni: Vantagens e desvantagens de uma aposentadoria

Por Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista

Com o título de Curriculum vitae de um aposentado,  tive artigo publicado na imprensa, em agosto de 2011, onde destaquei os prós e contras de uma aposentadoria. Translado, a seguir, o desfecho que registrei à época: “Hoje em dia, já aposentado, sem mais exercer as atividades de advogado, administrador, professor universitário, radialista, publicitário, funcionário público e muitas outras mais, preso a um ideal que teve início ainda na década de 1950, encontro-me em plena atividade no exercício de primeiro secretário da Associação Caruaruense de Ensino Superior e Técnico – Asces – e para não me ausentar das lides jornalísticas, continuo colaborando nesta coluna do Diario de Pernambuco e de outros jornais”.

Se o tema fosse o mesmo, nos dias atuais, precisaria acrescentar, no final: membro da Academia Caruaruense de Letras Jurídicas – ACLJ -, da qual fui um de seus fundadores e primeiro secretário; membro correspondente do Instituto Histórico de Caruaru e até cogitado para integrar, na condição de sócio honorário, a Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras – ACACCIL -, instituição que, a exemplo das demais que faço parte, muito seleciona, como é norma das mais destacadas entidades congêneres, na escolha de seus associados. Quando me incorporei, no passado, ao Rotary Club de Caruaru, não foi diferente.

Apesar de todo esse preâmbulo, o mote que hoje escolhi é “aposentadoria: vantagens e desvantagens”, em que analiso os prós e contras de quem se afasta, definitivamente, do trabalho. Para muitos, é indiscutível ser um sonho e, como tal, desejado por todos aqueles que, durante muitos anos, se dedicaram, cotidianamente, com  labor às suas atividades, em dias de chuva ou sol.

Assim, também, imaginei, mas só agora me convenço que nem sempre se torna uma quimera. Acredito que, na concepção daqueles que ainda não alcançaram esse “privilégio”, seja o aposentado, simplesmente, um ocioso. E, como se fosse um eterno desocupado, muitos se aproveitam dessa ilusória situação, explorando-o, em excesso, por esse estado de inatividade.

Extraio de mim mesmo o exemplo, pois raro é o dia em que posso considerar como sendo  um momento de lazer, pois, involuntariamente, estou sempre à disposição de terceiros, quer seja para fazer compras em supermercados, transportar alguém para uma escola, academia de ginástica ou locais de diversão, fornecer subsídios para exercícios escolares, redigir uma correspondência, revisar um trabalho, elaborar um contrato, lavrar uma ata, efetuar pagamentos em bancos ou lotéricas, participar de eventos e uma série de outras coisas mais, que seria até cansativo enumerar.

Portanto, aconselho ao leitor que ainda enfrenta, no dia a dia, as asperezas de um trabalho: antes de se decidir pelo afastamento definitivo do trabalho, concentre-se bem nas experiências acima expostas, pois nem todas as aposentadorias são a concretização de um sonho ou de uma aspiração.


Fonte: Diário de Pernambuco

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