Últimas

Grupo denuncia falsa oferta de emprego em Maceió

Vítimas contam que multinacional estaria abrindo vagas na capital.Sine de Maceió foi à polícia para confeccionar um Boletim de Ocorrências.

 

Maceionses denunciaram uma empresa multinacional de geradores de energia suspeita de aplicar um golpe e ofertar falsas vagas de empregos para uma suposta filial que estaria abrindo no estado de Alagoas. O suspeito de oferecer as oportunidades de emprego foi identificado apenas como "Jorge" ou "George".

De acordo com as vítimas, a Energy Catalizer Reattor (ECAT), que tem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) registrado, tem sede em Aracaju e estaria ofertando 1.200 vagas em Alagoas.

A equipe do G1 tentou localizar a empresa, mas não conseguiu.

À reportagem da TV Gazeta, as vítimas informaram ainda para terminar o processo de seleção indicado pela ECAT pagaram uma taxa extra, que até então não havia sido informada para fazer a seleção, e foram ao Sistema Nacional de Emprego (Sine) da Prefeitura de Maceió. Após o pagamento da taxa eles não foram mais procurados pela empresa

Daniel Alves, que está desempregado há um ano e meio, relatou que viu o anúncio na internet e foi até o escritório da empresa.  "Eles pediram que a gente deixasse as cópias da documentação, como identidade e CPF, que iriam analisar o currículo para entrar em contato. Apó o pagamento da taxa, a empresa ficou de ligar para nós fazermos o exame médico, mas isso tem mais de um mês e a gente ainda espera".

O suposto escritório, localizado na Cambona, em Maceió, foi procurado pela reportagem da TV Gazeta, mas estava fechado. O dono do prédio onde o estabelecimento funcionaria informou que alugou o imóvel para “Jorge”, que pagou dois meses de aluguel adiantado.

O proprietário do local afirmou que  um italiano, identificado apenas como Jorge, sumiu antes do segundo mês de aluguel terminar. Ele teria deixado contas de energia em aberto, além de levar todos os documentos e valores das taxas dos candidatos.

Atualmente em Alagoas, funcionam dois Sines, onde um é administrado pela prefeitura e outro pelo governo do estado. O órgão de Maceió explicou que a ECAT estava em situação regular, e que teria ofertado 600 vagas. As outras 600 seriam destinados ao Estado.

O Sine Maceió fez um Boletim de Ocorrências (B.O) na Polícia Civil, informando que recebeu a visita do homem, identificado como "George", que se apresentou como representante da empresa e ofereceu as vagas. Márcia Moura e Elizabete Pedro da Silva eram as mulheres apontadas pelas vítimas que recebiam os candidatos e seriam as responsáveis pelos serviços burocráticos em Maceió.

No B.O é afirmado que todos sumiram levando os documentos dos trabalhadores e o dinheiro pago, "parecendo um golpe". O Sine de Maceió informou que não tem responsabilidade com o dinheiro pago pelos candidatos.

"Foi uma coisa que foi realizada além [das dependências] do Sine. O contrato que eles fizeram foi feito boca-a-boca. Se foi uma fraude, aí se torna um caso de polícia", explica o diretor de Trabalho e Emprego da Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes), Ricardo Lessa.

 

 

G1

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook