Jovens falam sobre suas escolhas de acordo com a religião que seguem


13/07/2016 – 9:00


Evangélicos, católicos, muçulmanos, umbandistas e outros falam sobre o que mudou em suas vidas




Jovens falam sobre suas escolhas de acordo com a religião que seguem
Esther Karina Duran, 15, de São Paulo (SP).

A adolescência é um período onde há muitas descobertas, muitas cobranças e a pressão social para que os jovens sejam aceitos em determinados grupos.

Quem segue uma crença com regras e dogmas dificilmente consegue se encaixar nos grupos mais populares e precisam fazer escolhas para continuarem no caminho da religião.

O Bol realizou uma matéria especial colhendo depoimentos de adolescentes e jovens de diversas crenças, mostrando como a religião deles interferem na forma como eles vivem.

Esther Karina Duran, de 15 anos, afirmou que se tornar evangélica a fez mudar seu comportamento. “Não uso roupa extravagante, curta demais ou com decote”, disse. A jovem também não “fica” mais com os meninos, pois resolveu se preservar. Outra coisa que mudou em sua vida é que agora ela só ouve músicas cristãs.

As novas escolhas de Esther, que foi evangelizada por uma amiga, causaram estranheza entre seus amigos antigos. “No começo, eles estranharam muito, ganhei apelido de crente e de pastora. Agora todos estão mais acostumados. De qualquer jeito, acabo passando mais tempo com os amigos da igreja, que acreditam nas mesmas coisas que eu”, afirmou.

O jovem Jonatas Alves, 22 anos, já pontua outros problemas por ser adventista, citando principalmente a dificuldade de encontrar emprego. “Guardo do pôr do sol da sexta-feira ao mesmo período do sábado. Isso significa que, nesse intervalo de tempo, não posso me dedicar às mesmas atividades dos outros dias da semana”, explica.

Ele também precisa recusar os convites dos amigos quando há convites para sair às sextas ou para jogar futebol aos sábados. “Isso foi difícil para mim, agora me habituei e meus amigos também já entendem a minha escolha, embora nem todos concordem com ela”, afirmou.

Mas não são apenas os evangélicos que fazem escolhas diferentes dos demais jovens de sua idade. A muçulmana Alessandra Cardoso, 15, é a única de sua família a seguir a religião e não tem muitos amigos que seguem essa crença para poder acompanhá-la.

“Então, faço contato pela internet com pessoas que têm afinidade comigo e com o que penso. De modo geral, o que sofro mais é com o preconceito por causa da ignorância das outras pessoas sobre a minha religião. Já fui chamada de terrorista várias vezes, na rua mesmo. Por isso, até evito sair”, revelou a jovem que se converteu quando tinha 14 anos.

Católicos praticantes também fazem escolhas que fogem dos padrões “comuns” da mocidade que não tem ligações com religiões. A jovem Juliana Cerbino, 23 anos, por exemplo, não curte baladas, não usa drogas e troca o show de um cantor que ela gosta para ir à festa do padroeiro da cidade. “A diferença básica que percebo entre mim e as minhas amigas é que coloco a igreja acima de tudo”, disse ela.

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Fonte: Gospelprime.com.br

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