Movimentos pró-Dilma marcam manifestações durante as Olimpíadas

Movimentos contrários ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff preparam uma série de atos durante os Jogos Olímpicos do Rio. A ideia é aproveitar o momento de grande visibilidade internacional para denunciar o que eles classificam como golpe e também para reivindicar a “paternidade” do evento.

A Frente Brasil Popular, que capitaneou as principais manifestações em defesa da presidente afastada, é a principal articuladora dos atos com esse tom na cidade, ao lado da Frente Povo Sem Medo.

Ela é formada, entre outros movimentos, por partidos de esquerda, como PT e PCdoB, além de centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a chamada Frente Povo Sem Medo, que reúne movimentos estudantis, como a UNE e a União da Juventude Socialista (UJS). Os grupos pretendem instalar, a partir do próximo dia 1º, um acampamento no Aterro do Flamengo, zona sul da cidade.

A ideia é que as ações se assemelhem ao ocorrido na Rio+20, em 2012, quando foi realizada no Aterro a chamada “Cúpula dos Povos”. Enquanto o evento oficial ocorria na Barra da Tijuca, ativistas de várias partes do mundo se encontravam no Aterro do Flamengo para debater questões climáticas e assuntos relacionados aos direitos humanos. A diferença era que a Cúpula dos Povos integrava oficialmente a programação da conferência do clima na cidade. 

O acampamento dos movimentos contra o impeachment ainda não tem autorização. Há certa dúvida entre integrantes da frente se o acampamento conseguirá ao menos ser erguido. (Folhapress)


Fonte: Diário de Pernambuco

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