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Mural gigante de Eduardo Kobra será parte do legado cultural da Rio 2016

Na zona portu
Na zona porturia, mural do grafiteiro Eduardo Kobra retrata etnias dos cinco continentes. Foto: Fernando Frazo/Agncia Brasil

Além de obras e infraestrutura e mobilidade urbana, a Rio 2016 também deixará para cariocas e turistas novos espaços públicos de lazer e obras de artistas expostas em áreas recuperadas da cidade.

Na Zona Portuária, por exemplo, foi instalado o mural Etnias, maior grafite do mundo feito por um só artista. Na altura do Armazém 3, no Boulevard Olímpico, a obra do grafiteiro Eduardo Kobra tem 3 mil metros quadrados e foi inspirada nos cinco arcos olímpicos, que representam, em rostos coloridos, os cinco continentes. O mural será inaugurado oficialmente no dia da chegada da Tocha Olímpica ao Rio, 4 de agosto, mas já encanta quem passa pela região.

“Já é uma questão de superação, já é um desafio pessoal e meu recorde olímpico pessoal, porque afinal de contas é um mural de 3 mil metros quadrados e o maior que eu já pintei. É um privilégio, tenho viajado por diversas cidades do mundo, poder trazer um trabalho aqui para o Rio de Janeiro em um momento tão peculiar e importante”, disse o artista. Segundo Kobra, a obra foi pensada para ficar como um legado para o Rio depois da Olimpíada.

“Mesmo passando os Jogos, o mural ainda vai fazer bastante sentido para o Rio de Janeiro, que acaba acolhendo e recebendo pessoas do mundo inteiro.”

Números

Para pintar o mural, que será concluído no dia 3 de agosto, Kobra já utilizou mais de 3 mil latas de spray, cerca de 100 galões de 18 litros de látex acrílico e 150 galões de 3,6 litros de esmalte sintético. Por causa do tamanho da obra, o artista precisou usar um andaime e, junto a assistentes, chegou a trabalhar oito horas por dia na composição. Kobra já assinou trabalhos em mais de 20 países, entre eles Japão e Estados Unidos.

Além do grafiteiro reconhecido internacionalmente, a prefeitura convidou outros artistas para pintar muros na Região Portuária. Segundo Kobra, a iniciativa dá visibilidade a criadores que, como ele, vieram da periferia.


Fonte: Diário de Pernambuco

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