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Neuer pode reinvindicar posto de melhor do mundo – mas nunca chegará perto de Buffon

Goleiros vão se enfrentar neste sábado, nas quartas de final da Eurocopa, mas o italiano já provou para ele mesmo que é o número 1



GOAL Por Mark Doyle, Goal Internacional


Mario Balotelli disse, na semana passada, que Gianluigi Buffon poderia disputar mais duas edições da Eurocopa. Parecia apenas uma declaração de fã. Mas depois de ver o que o goleiro fez no jogo contra a Espanha, ficou claro que Buffon segue como número 1 do mundo. Ele pode estar ficando mais velho, mas está ficando melhor.

Antes do jogo contra a Bélgica, Buffon foi questionado se, quando tinha 24 anos, era melhor que Thibaut Cortouis, que tem essa idade. Ele brincou, mas respondeu: “Isso foi há muitos anos atrás, não lembro. Mas eu sou mais consciente e muito mais forte mentalmente agora”.

Isso é uma verdade indiscutível. Quando era mais jovem, Buffon cometeu muitos erros dentro e fora de campo. Além de algumas falhas, ele chegou a se envolver em polêmicas facistas e nazistas, que o afastaram da família e da namorada Ilaria D’Amico.

Em 2003, Buffon também viveu um período em depressão, lutando em silêncio. Foi visto sentado em seu carro, antes dos treinos, lutando para ir fazer as atividades com o elenco. Depois reclamou publicamente: “os torcedores nunca querem saber como você está”.

Buffon conta que só melhorou quando passou a ter apoio de um psicólogo: “pensei que psicólogos eram pessoas que tiravam dinheiro dos inseguros. Mas não são. Eles são pessoas que estão lá para ajudar você e, se você encontra um bom psicólogo, ele vai permitir que você fala tudo e se abra sem medos, e isso não é uma coisa fácil”.

Ele superou as inseguranças, soube lidar com desapontamentos e ignorou as críticas, que vieram até de Franz Beckenbauer, em 2013. Porém, três anos depois, ninguém faz piadas. Ele até quebrou um recorde de minutos sem sofrer gols no Campeonato Italiano, além de fazer defesas difíceis, parando Piqué e Iniesta, no jogo contra Espanha, pela Eurocopa.


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Neste sábado, Buffon vai enfrentar Manuel Neuer, homem apontado por muitos como melhor goleiro mundo atualmente. E ele inclusive admitiu recentemente que Buffon foi seu “modelo” de crescimento na carreira.

Portanto, para Buffon, não se trata de enfrentar Neuer para ser melhor que ele. O italiano já ganhou a batalha contra a depressão. Agora ele é um homem que desafia os estragos feitos pelo tempo. É uma guerra que ele não tem como vencer. Mas promete que vai continuar lutando até não poder mais: “Eu tinha 12 anos quando encontrei meu objetivo. E vou continuar fazendo isso enquanto minhas pernas, cabeça e coração permitirem.


Fonte: Goal.com

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