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No Brasil ou na Suécia, herdeiros de Garrincha mantêm vivo sonho de seguir os passos de Mané

Seja com os bisnetos em Pau Grande, ou até mesmo na Suécia, onde tem neto com passagens pela seleção, o DNA comprova o amor por jogar bola


GOAL Por Tauan Ambrosio 


Há 50 anos, Garrincha fazia a sua última exibição pela Seleção Brasileira. Foi na Copa do Mundo de 1966, contra a Hungria. De lá para cá, muita coisa aconteceu com o Anjo das Pernas Tortas, que infelizmente não colecionou momentos felizes até deixar o seu corpo mortal para virar, de uma vez por todas, um mito do futebol mundial.

Só que Mané Garrincha deixou sementes em nossa terra. Na verdade, muitas delas. Conforme você pôde acompanhar aqui nos últimos dias, o maior craque da história do Botafogo produziu uma série de herdeiros. Inclusive, até na Suécia. O curioso é que, mesmo separados por muitos e muitos quilômetros, a paixão pelo futebol segue nas veias da família Garrincha.


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Em Pau Grande, seus bisnetos só querem saber de futebol. Manuel e Felipe são bem crianças, mas sabem muito bem o sangue que lhes corre as veias. Neto de Rosângela, Felipe é torcedor do Botafogo e escuta as histórias sobre o avô. Dentre os seus jogadores preferidos está Neymar, é claro. Afinal de contas, o próprio jogador do Barcelona já se comparou ao gênio das pernas tortas.

Manuel e Felipe, no campo onde o bisavô distribuía dribles entre amigos (Foto:Tauan Ambrosio/Goal.com)

Felipe, Manuel e Gustavo parecem muito à vontade na frente do Esporte Clube Pau Grande ou em uma nova quadra de grama artificial no local onde o bisavô nasceu. Ou até mesmo no velho campo de pelada no qual Mané Garrincha jogava partidas tão disputadas quanto uma final de Copa do Mundo. Um pouco mais velho, Gustavo também tem como principal sonho ser jogador de futebol.

Bisnetos reunidos no “santuário” de Garrincha no E.C.Pau Grande (Foto: Tauan Ambrosio/Goal.com)

A paixão pelo futebol também está na Suécia, onde Garrincha deixou herdeiros. Ulf Lindberg, filho sueco do maior ponta-direita do futebol brasileiro, nunca chegou a conhecer o seu pai. Entretanto, a admiração pela figura histórica é gigante e pode ser comprovada nas suas fotos usando camisas do Brasil ou nos constantes posts exaltando o seu progenitor nas redes sociais. Ulf até já visitou Pau Grande algumas vezes e teve a oportunidade de conhecer alguns grandes companheiros de Garrincha, como Nilton Santos e Pelé.

Henrik Johansson, neto de Garrincha, joga no sub-19 do Halmstads e já teve passagem pela seleção de base da Suécia

Os filhos de Ulf, Martin e Henrik também jogam futebol. E levam a sério! Henrik, nascido em 1998, joga nas categorias de base do tradicional Halmstads (clube que soma quatro títulos do Campeonato Sueco e que atualmente está na segunda divisão local) e tem passagens até mesmo pela seleção de base do seu país. É um grande motivo de orgulho para o seu pai, e seria com certeza para o avô.

Garrincha só existiu um. Mas o sangue futebolista teima por continuar nas veias e pernas de seus herdeiros. 


Fonte: Goal.com

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