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Operação prende 11 e apreende 2,9 mil caixas de cigarros em AL e 4 estados

Dinheiro, carros e moto aquática também foram apreendidos na ação. Além de Alagoas, polícia cumpriu mandados na BA, PB, PE e RN.

 

07/07/2016 12h10 – Atualizado em 07/07/2016 12h37

Operação prende 11 e apreende 2,9 mil caixas de cigarros em AL e 4 estados

Dinheiro, carros e moto aquática também foram apreendidos na ação.
Além de Alagoas, polícia cumpriu mandados na BA, PB, PE e RN.

Do G1 AL

 

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A operação de combate à comercialização de cigarros falsos, realizada na madrugada desta quinta-feira (7) em cinco estados do Nordeste, resultou em 11 prisões e apreensão de 2920 caixas de cigarros falsificados, dinheiro, armas e veículos, segundo balanço apresentado no final da manhã.

A ação, que recebeu o nome de Kapnós, foi realizada pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público (MP), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e polícias Civil e Militar, que cumpriram mandados em Alagoas, BahiaParaíbaPernambuco e Rio Grande do Norte.

Das 11 prisões, oito foram em Alagoas, nos municípios de Maceió, Arapiraca, Limoeiro de Anadia e Anadia.

Coletiva foi realizada na manhã desta quinta-feira (7) (Foto: Carolina Sanches/G1)Coletiva foi realizada para detalhar a operação foi
realizada em Maceió (Foto: Carolina Sanches/G1)

Segundo a PRF, os cigarros apreendidos dariam para encher seis carretas. Além do material falso, foram apreendidos R$ 33 mil em espécie, R$ 165 mil em cheques, oito veículos, quatro armas, e uma moto aquática.

O coordenador do Gecoc, promotor Antônio Luiz dos Santos, informou que esses grupos criminosos podem ter ligação com uma quadrilha desarticulada recentemente em São Paulo pelo mesmo crime.

“As quadrilhas agiam na distribuição e comércio de cigarros falsos", informou o promotor ao destacar que eles vendiam marcas de cigarros do Paraguai, mas fabricadas no Brasil. Eight, Gift, Bello e Meridian eram algumas das marcas falsificadas.

De acordo com o secretário de Segurança Pública de Alagoas, coronel Lima Júnior, as investigações começaram há quatro meses, e também resultaram no bloqueio de contas dos integrantes da quadrilha.

"A operação não se preocupou só em apreender a mercadoria, mas desestabilizar a organização com o bloqueio e apreensão de bens", falou o secretário.

Carlos André Costa, da PRF, foi designado pelo ministro da Justiça por solicitação da PRF local para esta ação. "Conseguimos resultados expressivos que vão permitir que essas organizações não fiquem usurpando dinheiro público".

Operação teve participação de 98 policiais rodoviários, 32 policiais militares e 12 policiais civis, além do helicóptero da SSP. Foram 14 mandados de prisão e outros 29 de busca e apreensão.

Investigações
Segundo as investigações, o centro de distribuição dos produtos de um dos grupos criminosos funcionava em Caruaru (PE). Uma pessoa foi presa em Cupira.

Os revendedores compravam os produtos de fábricas clandestinas, localizadas, em sua maioria, na região Sul do país, e distribuíam para diversos centros de comércio no Nordeste.

Ainda de acordo com as investigações, eles possuíam uma estrutura organizada, com integrantes da organização criminosa exercendo papéis distintos, tendo fornecedores regionais, estaduais, e locais, fora os vendedores que vendiam para o consumidor final.

A palavra Kapnós, usada para nomear a operação, tem origem grega que significa tabaco e, por sua vez, remete a fumaça.

Uma das quadrilhas tinha seu distribuidor regional sediado em Lauro de Freitas, na Bahia. Ele revendia para os estados de Alagoas, Pernambuco, PiauíCeará e Paraíba. Já a segunda, tinha seu centro de distribuição em Caruaru, em Pernambuco, atuando nos estados vizinhos, Alagoas e Paraíba, e também tinha negócios no Rio Grande do Norte.

Os produtos eram vendidos com notas fiscais falsas, que indicavam mercadorias diferentes daquelas que estavam sendo transportadas. Em Alagoas, o principal distribuidor estadual reside em Arapiraca, de onde revendia o produto do crime para as cidades do interior do estado e para compradores da capital.

O transporte do produto para os distribuidores locais era feito em veículos de pequeno porte, carregados com aproximadamente 100 caixas de cigarros, sempre acompanhados de um outro veículo.

Os chefes das organizações viviam como empresários de sucesso, administrando empresas de fachada, a exemplo de postos de combustíveis, restaurantes e distribuidoras de bebida, tudo no nome de terceiros.

O faturamento por ano de uma das quadrilhas chegava a mais de um milhão de reais, valor sobre o qual não incidiu arrecadação de impostos, nem fiscalização.

Operação Kapnós aconteceu em cinco estados do nordeste (Foto: Divulgação/MP-AL)

Operação Kapnós aconteceu em cinco estados do Nordeste (Foto: Divulgação/MP-AL)

Suspeitos distribuíam os cigarros falsificados em pelo menos sete estados do nordeste (Foto: Divulgação/PRF)

Suspeitos distribuíam os cigarros falsificados em pelo menos sete estados do Nordeste (Foto: Divulgação/PRF)

 

G1

 

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