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PF aponta novos pagamentos de João Carlos Lyra

Investigadores da Lava-Jato identificaram novos pagamentos suspeitos ao empresário pernambucano João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho. Ele é o dono da aeronave que se acidentou em 13 de agosto de 2014, causando a morte do então candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB). Em laudo de 87 páginas sobre a movimentação financeira das empresas da holding UTC – uma das empreiteiras que foi pega na Lava-Jato e cujo dono Ricardo Pessoa fez acordo de colaboração premiada -, os peritos da Polícia Federal identificaram o nome do empresário pernambucano como um dos destinatários de recursos da empresa MRTR Gestão Empresarial, localizada na capital paulista e da qual 80% dos recursos que chegaram em sua conta entre 2012 e 2013 vieram da UTC.

No laudo, a PF não aponta quanto Lyra teria recebido, mas identifica que as empresas do grupo UTC repassaram R$ 42,3 milhões para a MRTR no período. A empresa de consultoria é listada dentre as companhias investigadas pela Lava-Jato como suspeitas de movimentar dinheiro ilícito para as empreiteiras que mantinham contrato com a estatal e outros órgãos públicos.

Lyra está preso desde o dia 21 de junho, quando foi detido na Operação Turbulência – que investiga um grupo especializado em lavagem de dinheiro, em Pernambuco e Goiás, que teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010. Na ocasião, a Polícia Federal em Pernambuco identificou uma rede de empresas, inclusive algumas já investigadas na Lava-Jato, para a lavagem de dinheiro que foi usado para adquirir o avião de Campos e até para, segundo diz a investigação, um suposto caixa 2 da campanha dele à reeleição para o governo de Pernambuco em 2010. A MRTR, contudo, não apareceu nas investigações da Turbulência.

A defesa de João Lyra nega que ele tenha praticado quaisquer irregularidades e declara que todos os esclarecimentos serão prestados nos autos do processo. A reportagem entrou em contato com a empresa MRTR por telefone, mas foi informado que não havia ninguém lá para comentar os pagamentos da UTC e consequente repasse a João Lyra. A UTC afirmou que “não comenta investigações em andamento.”

Apolo
O advogado Ademar Rigueira entrou com recurso de habeas corpus, ontem, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, contra a prisão preventiva do empresário pernambucano Apolo Santa Vieira, um dos investigados na Operação Turbulência, preso no Cotel desde o dia 21 de junho. O recurso será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.


Fonte: Diário de Pernambuco

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