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Polícia abre inquérito para investigar denúncias de suposto golpe em AL

Grupo denunciou empresa por ofertar falsas vagas de emprego em Maceió. Duas funcionárias da ECAT afirmaram também ser vítimas do golpe

 

A Polícia Civil de Alagoas informou, nesta terça-feira (26), que abriu um inquérito para investigar as denuncias sobre um suposto golpe em Maceió, capital alagoana, onde uma empresa multinacional estaria ofertando falsas vagas de emprego.

Após a publicação da reportagem da TV Gazeta e do G1 Alagoas, diversas pessoas foram ao 1º Distrito Policial, localizado no Centro de Maceió, para formalizar denuncias contra a empresa Energy Catalizer Reattor (ECAT), com sede em Aracaju, representada por uma pessoa identificada apenas como George. Cerca de 1.200 vagas foram ofertadas para Maceió.

De acordo com a delegada Paula Mercês, as investigações estão em andamento para o esclarecimento do fato, para saber se mais pessoas estão envolvidas com o suposto golpe. “As investigações continuam no intuito de esclarecer o fato e, possivelmente, chegar a um possível indiciação [dos envolvidos]”, explica.

O golpe chegou às autoridades após um grupo de pessoas denunciarem o fato. As vítimas informaram informaram que, para terminar o processo de seleção indicado pela ECAT, pagaram uma taxa extra, que até então não havia sido informada para fazer a seleção, e foram ao Sistema Nacional de Emprego (Sine) da Prefeitura de Maceió. Após o pagamento da taxa eles não foram mais procurados pela empresa

Delegada Paula Mercês fala que caso está sendo investigado pela Polícia Civil (Foto: TV Gazeta/Reprodução)Delegada Paula Mercês fala que caso está sendo
investigado pela Polícia Civil
(Foto: TV Gazeta/Reprodução)

Uma das pessoas que afirmaram ter sido prejudicada pelo suposto golpe foi Daniel Alves, que está desempregado há um ano e meio. Ele explicou que viu o anúncio da oportunidade na internet e foi até o escritório da empresa.

"Eles pediram que a gente deixasse as cópias da documentação, como identidade e CPF, que iriam analisar o currículo para entrar em contato. Após o pagamento da taxa, a empresa ficou de ligar para nós fazermos o exame médico, mas isso tem mais de um mês e a gente ainda espera".

Duas funcionárias que foram contratadas pelo empresário, contaram que também foram vítimas do golpe, e que em momento algum cobraram taxa extra para os funcionários ou que receberam dinheiro pelos trabalhos realizados. Elas foram identificadas como Márcia Moura e Elizabeth Pedro da Silva.

Umas das empregadas, que não quis se identificar, afirmou que Sistema Nacional de Emprego (Sine) da Prefeitura de Maceió estava o tempo todo a par da situação, e que eles nunca se interessaram em investigar nada.

“Estávamos o tempo todo colocando o Sine a par de tudo, até porque eles nunca se interessaram em investigar nada. A gente que chegou à pessoa que iria terceirizar a empresa, que chegou às outras pessoas envolvidas, e passamos toda a situação para o Sine”, conta a funcionária.

A outra mulher contratada pelo empresário italiano, que foi apontada pelas vítimas como suspeita, nega o envolvimento no caso. Ela conta que estava trabalhando com o homem há um mês, e que procurou o Ministério Público de Alagoas (MP-AL), após a exposição negativa da acusação de estelionato.

A dupla conta que os nomes delas foram prejudicados e que sofrem ameaças e, por isso, têm medo de ir à rua, para não sofrer represálias.

A Polícia Civil informou ainda que, só ao final do inquérito, poderá responder se os Sines do Município e do Estado poderão ser responsabilizados pelo fato.

 

 

G1

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