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Polícia realiza perícia complementar em motel onde Paulo César Morato foi achado morto

Delegada Gleide
Delegada Gleide ngelo e perita da Polcia Cientfica deixaram o local algumas horas depois do incio da percia e no deram detalhes sobre os trabalhos. Foto: Alice de Souza/DP

O motel onde foi encontrado o corpo do empresário Paulo César Morato, 49 anos, passou por uma nova perícia neste sábado. A delegada Gleide Ângelo, responsável pela investigação, e a perita da Polícia Científica, Vanja Coelho, chegaram ao local por volta das 10h e tiraram fotos da parte de fora do quarto onde o corpo foi achado. Horas depois a equipe deixou o motel sem falar com a imprensa. 

O empresário Paulo César de Barros Morato foi apontado como “testa de ferro” de um esquema criminoso investigado pela Polícia Federal e morreu envenenado por chumbinho. De acordo com as perícias realizadas pela Polícia Científica, a causa da morte foi intoxicação exógena por organofosforado, substância comumente utilizada para controle de pragas e conhecida popularmente como chumbinho. O corpo do empresário ainda está no Instituto de Medicina Legal, em Santo Amaro, no Recife, e aguarda a família para ser liberado para o sepultamento. 

Oito exames foram realizados para se concluir a real causa da morte do empresário. Já estão prontos os laudos do exame de DNA, o histopatológico e toxicológico nas vísceras. Restam ser concluídas as perícias das imagens do circuito de segurança do motel, a papiloscópica (análise das digitais), química, tanatoscópica e local de morte a esclarecer. Os últimos resultados deverão ficar prontos em até 10 dias. Posteriormente, o material deverá ser encaminhado para a Polícia Civil para auxiliar na conclusão do inquérito.

Entenda o caso

O empresário Paulo César de Barros Morato estava sendo investigado pela Operação Turbulência e foi declarado como foragido pela Polícia Federal na terça (21). Ele foi encontrado morto na noite da quarta-feira (22) no Motel Tititi, na Avenida Perimetral, em Olinda. A delegada Gleide Ângelo e o delegado Jorge Ferreira investigam para saber se houve suicídio, homicídio ou morte natural, que já foi descartada pela perícia.

Segundo a PF, ele era suspeito de integrar “uma organização criminosa” que teria desviado R$ 600 milhões, envolvendo pelo menos 18 empresas que seriam de fachada e tinham abastecido campanhas políticas de Pernambuco e do Nordeste. Paulo Morato seria o dono da empresa “Câmara & Vasconcelos Locação e Terraplenagem LTDA”. Ele ainda é apontado pelo Ministério Público como um dos que aportou recursos na aquisição da aeronave Cesnna, que transportava o ex-governador Eduardo Campos em 2014, falecido em 13 de agosto daquele ano, num acidente aéreo.

O Ministério Público Federal informou que Paulo César tinha em conta R$ 24,5 milhões, mas era considerado como “testa de ferro” porque as condições de vida dele não condiziam com o dinheiro encontrado.  


Fonte: Diário de Pernambuco

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