Últimas

Por que Diego Simeone deve ser o treinador da Argentina?

História e presente. Ninguém melhor do que ‘Cholo’ para assumir tal responsabilidade na seleção

“Não acredito que por ser um treinador de clube eu esteja apto para comandar a Seleção. Creio que um técnico de equipe de seleção precisa ser muito mais completo do que o de clube”.

Duas finais de Champions League contra o Real Madrid, La Liga, Copa do Rei e Supercopa da Espanha como treinador nos últimos anos. Presente em duas Copas do Mundo e duas vezes campeão da América em 106 jogos com a equipe nacional. Diego Simeone destaca-se como candidato natural para substituir Gerardo Martino.

Simeone sempre soube, desde que deixou de ser jogador de futebol para virar técnico, que chegaria a Seleção. Era uma questão de deixar o tempo passar, para treinar e ganhar experiência aqui e ali. Nos primeiros quatro anos ele demonstrou a sua habilidade na Academia, Estudiantes, River e San Lorenzo. Arrebatou o título em 2006 para o Boca com o seu selo voraz.

Com o River se destacou com a conquista do campeonato local. E em Catania fez o milagre e depois de um breve affair com o Racing, desembarcou no Vicente Calderón, onde ele apagou a palavra “impossível” em 2011.

Veja as cinco razões para Simeone assumir a Argentina:

Presente: Ninguém é mais apto do que ele hoje. Ninguém. Seu Atlético de Madrid igualou-se aos gigantes da Espanha e Europa e se manteve em vigor nos últimos quatro anos. 

A idade: Aos 46 anos, Simeone não é um ponto de referência para a geração atual e tão pouco é um jovem inexperiente. Ainda assim, segue o seu jeito elétrico de sempre, mas com os anos e um bom corpo técnico (com Mono Burgo como seu principal ajudante) lhe dão equilíbrio para buscar um plantel de jovens estrelas.

Trajetória: Sabe como poucos o que é defender a camisa da Seleção Argentina.

Mentalidade de aço: Argentina precisa de um treinador para transmitir uma imagem de força antes de uma possível frustração ou alguma diferença com os líderes. O posto não pode ser colocado em dúvida.

Identidade: Simeone não é Bilardo e nem Menotti. Tão pouco Bielsa e Sabella. Simeone é Simeone e Argentina teria uma identidade clara.

A mensagem é clara: o esforço não se negocia, o impossível não existe e render-se jamais.

“Vamos esperar o momento certo, espero corresponder nos momentos. Esse lugar é para uma situação. Não é para qualquer momento”, falou Simeone no início deste ano quando rumores o apontavam na Seleção.

Naquele tempo, embora ele tenha se desculpado, poderia muito bem ser agora.


Fonte: Goal.com

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook