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Reunião põe fim à paralisação no IML de Maceió e serviços são retomados

Mobilização foi encabeçada por funcionários de empresa terceirizada. Legistas apoiaram movimento e liberação de corpos chegou a ser suspensa

 

 

Os funcionários prestadores de serviço do Instituto Médico Legal (IML) em Maceió, que paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira (18) para cobrar pagamento de salários, voltaram ao serviço no início da tarde depois de uma reunião com a direção da Perícia Oficial. A informação foi confirmada pela assessoria do órgão. 

Os prestadores de serviço trabalham na área administrativa, de motoristas, maqueiros, e serviços gerais, mas os médicos legistas também resolveram parar o serviço em apoio ao movimento, e a liberação de corpos que estavam no IML acabou sendo suspensa.

 

Os trabalhadores reclamam que a empresa prestadora de serviço não pagou parte do salário de junho, prevista para ser liberada no último dia 15.

Por meio de nota, o IML disse que ficou acertado na reunião que ficou definido o pagamento ainda esta semana do vale refeição dos funcionários, única pendência existente entre empresa e funcionários.

 “Estamos pedindo que o diretor da empresa que nos contratou venha ate nós para atender o pedido que é o pagamento completo. As pessoas que estão reivindicando são as que trabalham não só aqui, mas as que vão nas ruas e muitas vezes em locais de difícil acesso”, falou o funcionário Iranildo dos Santos Correia, no início da manhã.

Ainda segundo o IML, o proprietário da empresa Wagner Freire se reuniu com os funcionários e com representantes da Perícia Oficial do Estado de Alagoas e do Instituto. Ele explicou que não existia pendência salarial, e que as remunerações haviam sido pagas dentro do prazo previsto em lei, e que apenas o vale refeição não teria sido creditado na conta dos funcionários, mas ele se comprometeu de resolver essa pendência ainda está semana.

Os servidores disseram que nesta manhã havia oito corpos esperando liberação em Maceió, mas eles não iriam passar pelo exame de necropsia até que uma soluçao fosse definida.

A aposentada Zuleide Fonseca, 71, residente de São Miguel dos Campos ficou com sua filha na porta do IML esperando a liberação do corpo do neto. "Vamos ficar aqui até liberarem o corpo do meu neto. Além da dor de perder um familiar temos que sofre até para enterrar", reclamou.

O perito geral da Pericia Oficial Manoel Melo informou que nenhum corpo ficou sem recolhimento no Estado. E que desde o anúncio da solicitação da reunião se esforçou para reverter à situação e procurar um caminho de diálogo entre a empresa e seus funcionários, fato este alcançado, sendo resolvidos os empasses com o retorno imediato dos prestadores aos seus postos de trabalho.

 

G1

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