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Rivalidade entre Palmeiras e Santos esquenta de novo e estraga clássico

Jogadores discutiram e erraram demais em uma partida que poderia ter sido bem melhor


GOAL Por Allan Brito 


Antes do clássico entre Palmeiras e Santos, nesta terça-feira (12), parecia que aquela rivalidade enorme de 2015 tinha esfriado entre os dois times. Não houve nenhuma provocação e o técnico Dorival Junior até pediu publicamente que isso fosse evitado. Porém, tudo mudou quando a bola rolou no Allianz Parque: os dois times fizeram um jogo duro, feio, cheio de faltas, com discussões e muito pouco futebol, que terminou empatado.

Era possível esperar um bom jogo entre Palmeiras e Santos, já que os dois times têm um estilo de jogo ofensivo, de muita movimentação, bom toque de bola e chutes precisos ao gol. Porém, o que se viu em campo foi pouca criatividade, muita agressividade e excesso de erros.

Ao todo o jogo teve 34 faltas (metade para cada time), cinco cartões amarelos (Moisés, Arouca, Erik, Gabigol e Zeca), mais de 100 duelos e algumas discussões. No 2º tempo, aconteceu o maior problema, já que Gabigol tocou na bola quando Dudu ia cobrar uma falta. O atacante alviverde se irritou e chutou a bola em cima do santista, que caiu no chão se contorcendo e gerou revolta nos rivais. 

Outro momento tenso foi quando Gabigol fez o gol do empate para o Santos. Em um clássico de torcida única, os jogadores ficaram sem saber para onde correr na comemoração. Ficaram perto da bandeirinha de escanteio, foram muito xingados e começaram a provocar a torcida. Colocaram a mão na orelha, beijaram o escudo e gritaram. A torcida até revidou jogando objetos nos rivais, que o juiz guardou e certamente colocará na súmula, o que pode acarretar em punição para o Palmeiras.

(Fotos: Friedemann Vogel/Getty Images)


Números do jogo Palmeiras x Santos:


Com tanta rivalidade, os times cometeram mais erros, por causa da pressa no ataque. Em outros jogos, os dois times costumam tocar a bola com paciência até achar espaços, o que minimiza os erros. Mas nesta terça eles foram abaixo da média: o Palmeiras acertou 72,4%, mas antes tinha média de 79%. O Santos acertou 80,3%, mas antes tinha média de 84%. O Peixe pelo menos pode se orgulhar de ter mais posse de bola o tempo todo, ainda que nem sempre isso tenha resultado em chances de gol. No primeiro tempo o Palmeiras foi mais perigoso. Mas no geral os dois times deram quase o mesmo número de chutes a gol: 12 contra 10.

É claro que a rivalidade faz parte de qualquer clássico e é importante que ela exista. Mas dessa vez ela fez com que os dois times jogassem abaixo do potencial e estragou um jogo que poderia ser bem melhor. A partida terminou 1 a 1 e de fato ninguém merecia vencer.


Fonte: Goal.com

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