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Servidores do Detran se reúnem em assembleia e podem deflagrar greve

Além de pagamento de percentual por progressão na carreira, eles cobram concurso público e melhores condições de trabalho

 

Funcionários do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) se reuniram em assembleia na manhã desta terça-feira (19), na sede do órgão, para deliberar, entre outras situações, uma possível greve da categoria.

 

A principal questão, segundo eles, é o pagamento do interstício entre classes, um percentual pago toda vez que eles progridem na carreira, o que acontece a cada cinco anos. O valor é uma correção da tabela do Plano de Cargos e Carreiras.

 

De acordo com informações repassadas pelos trabalhadores, antes do governo Teotonio Vilela (PSDB) o percentual dessa bonificação era 30%, mas ele reduziu para 12%.


Quando o governador Renan Filho (PMDB) assumiu teria reconhecido o direito dos servidores aos 18% que foram cortados, mas informou que não poderia pagar. Ele ofereceu pagar 3% a mais e discutir posteriormente os 15% restantes. O acordo era pra que isso acontecesse até junho, mas até agora nada foi pago.

 

"Começamos a negociação com o governo no início do ano passado e em fevereiro deste ano chegamos a esse acordo. O prazo dado pelo governo era de que esse pagamento aconteceria até o fim de junho, mas esperamos e até agora nada. Vamos levar isso pra categoria e decidir o que fazer", informou Luciano Mateus, presidente do sindicato dos servidores


Concurso Público

 

Os servidores também reclamam da falta de concurso público. Segundo o sindicato, há uma carência de 150 trabalhadores e no ano que vem mais 90 se aposentarão. "O governo disse que haveria concurso e até agora nada. A conversa é que se faria um concurso pequeno, para 30, 40 pessoas. Só que isso não vai resolver nosso problema", disse Luciano.

 

Servidores cobram concurso público e melhores condições de trabalho

FOTO: Larissa Bastos

 

 

Atualmente, o Detran tem 340 servidores, sendo que 290 estão trabalhando – alguns estão afastados por motivos de doença.

 

Outra reivindicação dos funcionários é relacionada às condições de trabalho. Segundo o presidente do sindicato, vários equipamentos da área de vistoria estão quebrados, prejudicando o serviço prestado à população.

 

"O serviço aumentou de valor, passou de R$ 41 para R$ 71, e a qualidade está inferior. A vistoria está sendo feita manualmente e muitos Detrans não aceitam isso. É o sucateamento do órgão. Enquanto isso, a arrecadação do Detran esse ano vai ser de R$ 120 milhões, R$ 20 milhões a mais que ano passado", revelou o representante da categoria.

 

A reportagem entrou em contato com o Detran e aguarda resposta do órgão, que será encaminhada por meio de nota. 

 

 

Por Larissa Bastos e Madysson Weslley   

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