Terceiro suspeito preso dá detalhes do assassinato de Abinael, em Maceió

Inquérito foi concluído; polícia ainda busca quarto suspeito no crime. Vítima foi achada morta uma semana após o desaparecimento, em junho.

 

A terceira pessoa presa suspeita de participação na morte do gestor em marketing Abinael Ramos Saldanha, apresentada pela Secretaria da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) nesta quarta-feira (13), contou detalhes do crime. Deivisson Bulhões da Rosa Santos, 30, disse que estava com outras duas pessoas no momento que Saldanha foi baleado e morreu.

Santos, preso na noite de terça (12), contou que foi contratado por Ericksen Dowel da Silva Mendonça, apontado como mandante do crime, que está preso. Ele disse que participou do assassinato junto com o vizinho Jalbes Ferreira da Silva, que também já estava preso e, segundo ele, foi o atirador.

Abinael foi vítima de uma emboscada após sair da casa da noiva, no bairro da Santa Lúcia. “Saímos na frente. Paramos em uma rua. O Ericksen saiu do veículo e ficou esperando ele (Abinael) na principal. Na hora que o rapaz passou, ele parou e entrou na rua. Eu entrei no carro, abordamos ele, entramos no carro e saímos”, contou.

Ele disse que, em seus últimos momentos de vida, Abinael se manteve em silêncio e permaneceu assim quando chegou ao matagal em Rio Largo, onde foi morto. “Eu falei com o delegado, ajudei em tudo e estou aqui para ajudar”, falou o preso, ao dizer que está arrependido de ter participado do crime. “Eu não sou assassino”.

A Polícia Civil informou que concluiu o inquérito sobre o assassinato. A vítima morreu a mando do colega de trabalho Ericksen depois de descobrir que ele havia feito desfalques de R$ 12 mil a R$ 15 mil na empresa.

O delegado não descarta também que o crime tenha sido motivado por ciúmes porque o mandante queria assumir o cargo da vítima na empresa.

Durante a coletiva, o delegado Ronilson Medeiros, responsável pelo inquérito, informou que busca um quarto suspeito, que está foragido. Ele é Jonathan Barbosa de Oliveira, que esteve no local do crime e deu cobertura para Jalbes e Deivisson, segundo as investigações.

O crime
Abinael foi morto em junho deste ano. Ele desapareceu no último dia 15, e o corpo só foi encontrado uma semana depois em um canavial de Rio Largo, município da Região Metropolitana de Maceió.

Durante as buscas pelo jovem, as investigações levaram à prisão de duas pessoas Ericksen e Jalbes. A polícia afirma que o assassinato foi encomendado por R$ 6 mil.

O delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, informou à epoca das primeiras prisões que não havia dúvidas da participação dos suspeitos. "Não há como a defesa alegar que não  houve [crime] porque temos o passo a passo com todas as informações provadas", disse o delegado.

O suspeito de encomendar a morte de Abinael era um grande amigo dele, e até colaborou na campanha que a família fez para localizá-lo após seu desaparecimento, segundo informou ao G1 o irmão da vítima, Walley Ramos Saldanha.

"Ele tinha convivência com meu irmão, mas a família não tinha muito contato com ele. Os dois se conheciam há muito tempo, tinham amigos em comum. O Ericksen levou meu irmão para a igreja, apresentou a Kelly [noiva de Abinael] para ele. Até semana passada, a amizade só fazia crescer", relata Walley.

 

 

G1

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