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UFRJ instala 17 câmeras de segurança após assassinato de estudante

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai instalar, até o fim desta semana, 17 câmeras de segurança na área da Residência Estudantil, na Ilha do Fundão. A informação foi divulgada no início da noite desta terça-feira pela prefeitura da universidade. No último sábado, com sinais de espancamento, foi encontrado perto do local o corpo do estudante Diego Vieira Machado.

Em nota enviada à imprensa, a UFRJ diz que a instalação começou em maio e faz parte de ação para aumentar a segurança dos estudantes. “Serão 14 câmeras fixas e três capazes de gravar e transmitir imagens em 360 graus. Elas terão ligação direta com o Centro de Controle Operacional da UFRJ, que funciona desde 2013 e grava imagens da quase totalidade do campus. Em abril, a Residência Estudantil começou a ganhar iluminação nova, no hall de entrada e áreas do entorno”.

A UFRJ informa que a Divisão de Segurança (Diseg) funciona 24 horas por dia e recebe denúncias pelo telefone (21) 3938-1900 e pelo e-mail contato@naosecale.ufrj.br. A campanha “Não se Cale”, também lançada em maio, tem foco em casos de violência contra mulheres, população LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, travestis e intersexuais), discriminação racial, trabalho e ensino. Também há ronda no campus.

“Por ser um campus aberto, a UFRJ tem as vias monitoradas pela Polícia Militar. As rondas diárias e a segurança interna são feitas também pela Diseg. A segurança patrimonial do campus é feita por pessoal terceirizado”, explica a universidade.

A Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios da capital está investigando o caso. “Perícia detalhada foi realizada no local e amplo trabalho de investigação foi iniciado para apurar de forma detalhada a dinâmica do fato que vitimou o aluno da UFRJ e identificar a(s) pessoa(s) envolvida(s)”.

A expectativa da UFRJ é que o corpo seja liberado nessa quarta-feira e levado para o Pará, estado natal do estudante. Há suspeita de que o crime tenha sido motivado por homofobia, mas a polícia não confirma.


Fonte: Diário de Pernambuco

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