William e Thiago Maia: prontos para devolver o respeito ao futebol brasileiro

Em clima descontraído, os jogadores falaram sobre a emoção de estar ao lado de Neymar e a responsabilidade de trazer o ouro

No oitavo dia de preparação da Seleção Olímpica visando os Jogos de 2016, o lateral William, do Internacional, e o volante Thiago Maia, do Santos, foram os escolhidos para concederem entrevista coletiva na sala de imprensa da CBF, na Granja Comary.


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O primeiro a falar foi o volante Thiago Maia, do Santos, que respondeu perguntas sobre a emoção de defender a Seleção Olímpica e sobre a disputa no meio de campo.

(Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

“Quem não quer vestir a camisa da seleção? Meu pai se emocionou quando saiu meu nome na lista, eu também fiquei muito emocionado porque trabalho desde pequeno para chegar aqui, fruto do meu trabalho no Santos e com minha família”, disse o meio-campista, que comentou sobre o vídeo de Valdívia, do Internacional, emocionado por não ter conseguido ser convocado.

“Valdivia merece estar com a gente, mas Deus está preparando um caminho muito abençoado para ele, fico emocionado, tenho certeza que o William também, que joga com ele. Ele está sempre alegre, agora pôde desabafar e chorar, nós vamos jogar por ele e tentar sermos campeões”.

Disputa no meio de campo da Seleção

“Estou aqui para ajudar a seleção, independentemente de jogar ou não, a decisão do Micale vai ser boa para a seleção, para nosso país, se eu estiver no banco estarei pronto para quando ele precisar de mim.

Essa equipe está amadurecida, todos estão no profissional, eu estou no Santos há algum tempo, não sou de fazer gol, fico feliz por fazer gols nos treinos, espero que nos jogos também seja assim”.

Felicidade por jogar ao lado de Neymar

“A ficha não caiu ainda, ainda mais quando o Neymar postou nossa foto no Instagram dele, eu me inspiro nele, é o sonho de toda criança, ele vai ser o melhor do mundo. Eu não o conhecia de perto, é humilde, inteligente, educado, brincalhão, é um moleque, fico muito feliz por ele. Eu ainda estou vivendo um sonho.

Ainda sou meio tímido com o Neymar, fico tremendo ainda quando ele chega perto. Ele joga com Messi, Suárez, meu ídolo que é o Mascherano. Meu pai fala pra não esquecer o vídeo, eu falo que na hora certa vou pedir”.

Emoção e orgulho por defender a Seleção Olímpica

“Meu pai se emocionou muito, sempre lutou pelos meus direitos, sonhos, apesar do futebol de Roraima não ser como de São Paulo ou Rio. Sofri muito com minha família, minha mãe teve câncer, a gente sofreu bastante. É um sonho que estou vivendo, espero corresponder. Minha emoção responde se jogador gosta de vir pra seleção. Hoje estou dando entrevista e trilhando um sonho”.

Thiago Maia se emociona ao lembrar da mãe (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Geração que busca devolver o respeito ao futebol brasileiro

“Brasil é sempre favorito independentemente de campeonato ou categoria. Temos que recuperar o brilho, o respeito que o Brasil perdeu. Quando o Brasil jogava, todo mundo parava para assistir no mundo inteiro, hoje não é mais assim. Essa geração vai recuperar isso”.

Ambiente em Teresópolis

“Aqui eu me sinto em casa, minha sala, meu quarto, meus seguranças, meu banheiro. Toda criança vê pela televisão e sonha chegar aqui, um menino do Santos, o Nicolas, foi convocado e mandou mensagem perguntando como era. Falei para ficar na paz do Senhor, que ele veria como o ambiente é gostoso”.

Opinião sobre a África do Sul, primeiro desafio do Brasil

“África do Sul é uma equipe forte, tenho certeza que será muito difícil. Tivemos uma semana maravilhosa de treinamentos, todo mundo se dedicou, correu, fez gol, tenho certeza de que faremos um belíssimo jogo. Temos um amistoso antes contra o Japão, o Micale passou algumas coisas sobre a África e vem falando sobre eles desde que chegamos aqui”.

Amizade com Marquinhos

“O Marquinhos é um cara sensacional, o conheço há algum tempo, na época da minha renovação meus pais foram falar com ele e os pais dele sobre qual decisão eu tinha que tomar. Ele havia vivido tudo isso. Ele é muito humilde, mas é feio, eu sempre falo isso pra ele. Que eu faço bico de jogador, mas minha profissão é modelo (risos). Ele está sempre me aconselhando”.

Brincadeiras com rivais do Brasileirão

“Sempre brinco com o Gabriel Jesus, o Prass, que não tenho muita intimidade, mas brinco um pouco. Eu conheço mais o Jesus de outras convocações. Eu tinha uma impressão muito diferente do Prass, mas ele é muito humilde, experiente, vai nos ajudar bastante. E tenho certeza que o Gabigol está aprendendo muito com eles. Ficamos felizes pelo resultado do Palmeiras, estamos encostando.

Esse é meu jeito, eu nasci assim, sou muito divertido, o Marquinhos fala que não tenho 19 anos pela minha personalidade, diz que tenho 27, 28. Mas isso é uma brincadeira sadia, futebol é alegria, falei pro William para brincarmos na coletiva que falaríamos bem melhor”.

Ansiedade para começar a Olimpíada

“Ficamos ansiosos, não vejo a hora de começar porque é um sonho. Eu sonho em cantar o hino nos estádios, eu me emocionei em casa na Copa do Mundo, imagina no estádio. Estamos bem ansiosos. A Granja é minha casa, fiquei aqui na folga, lendo a Bíblia no quarto, escutando louvores e dormindo. Fiquei bem de boa mesmo”

William falou sobre a ausência de Valdívia (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Em seguida, foi a vez do lateral William falar. Companheiro de time de Valdívia no Internacional,o defensor também lamentou a ausência do atacante. Além disso,falou sobre o favoritismo atribuído ao Brasil na Olimpíada de 2016.

“Fiquei muito emocionado, nunca vi o Valdivia triste, fico bastante emocionado por ele não estar aqui, mas vamos correr e lutar para ele, fazer de tudo para trazer essa medalha olímpica para ele também”.

“Como o Thiago disse, o Brasil sempre que entra em qualquer categoria será favorito, é um sonho jogar uma Olimpíada no Brasil, ver o torcedor cantando o hino no estádio. Eu me emocionei muito também vendo a Copa do Mundo, vamos procurar trazer a medalha para esse sonho se concretizar da melhor forma”.

Clima do grupo

“O clima aqui é sensacional, os atletas que eu não conhecia me surpreenderam muito. Todo mundo brinca, conversa, gente boa, tem uns mais feios como meu amigo aqui (Thiago Maia), mas o clima é impecável e vai nos ajudar muito. A amizade fora de campo fortalece muito dentro de campo”.

Ídolos no futebol

Tenho alguns ídolos, um deles é o Cafu. Ele ergueu uma Copa do Mundo, é um sonho, mas tem o Philip Lahm, (lateral do Bayern de Munique e da seleção alemã) que admiro muito. Se eu fizer um pouquinho do que eles fizeram já estarei muito satisfeito.

Ninguém pega o Neymar no Barça, brinco com ele nos treinos, digo que o professor mandou ele ir pro outro lado”.

Se emocionar ou não?

“Acho que o jogador é um ser humano normal como o torcedor, somos a razão ali dentro, não somos emoção, mas jogador tem o direito de se emocionar, realizar o sonho, ver o torcedor brasileiro unido torcendo pela gente. Somos razão ali dentro, mas temos direito de nos emocionar.

Essa geração evolui cada vez mais, nosso time joga alegre, pra frente, com certeza vão sair muitos gols. Eu não vi o Thiago fazer gol no treino, mas o importante é sair os gols, não importa quem faça”.

Os jogadores fizeram uma coletiva cheia de risos e brincadeiras (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

“Professor” Whatsapp

“Um dia antes o professor acaba botando a teoria do treino no WhatsApp pra gente, como temos pouco tempo de trabalho, quanto mais conversarmos melhor vai ficar. Isso ajuda muito, quando chegamos ao treino sabemos o que temos de fazer. É conversa. É uma mensagem pra todo mundo mesmo, de todo o trabalho, e nos ajuda muito”.


Fonte: Goal.com

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