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8+5=13! Nos 85 anos de Zagallo, conheça história do Velho Lobo com Baggio

Lenda do futebol brasileiro, multicampeão com a Seleção Brasileira celebra mais um ano de vida

Mário Jorge Lobo Zagallo. Nome de respeito. Nome de lenda. Nome de um imortal. O Velho Lobo, com problemas de saúde, foi internado em um hospital na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, por razões ainda não divulgadas nesta segunda-feira (8), mas celebra 85 anos de vida nesta terça-feira (9), e, como vocês sabem, 8 + 5 = 13.


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A doença nos preocupa, porque nunca queremos ver outras pessoas sofrendo, mas não precisamos chorar por um motivo: Zagallo é imortal.

Lenda do futebol brasileiro, o Velho Lobo será sempre lembrado. Para resumir o tamanho de Zagallo, ele foi bicampeão mundial como jogador com a Seleção Brasileira, em 1958 e 1962, também foi campeão como técnico, em 1970, e como coordenador, em 1994. Dos cinco títulos tupiniquins, ele esteve presente em quatro. Em clubes, quando atleta, ele atuou no lendário Botafogo de Garrincha, Didi e Nilton Santos, e fez história com uma infinidade de títulos e jogos e histórias mágicas no Glorioso. Antes, entre 1950 e 1958, também foi multicampeão atuando pelo Flamengo.

(Foto: Divulgação/Botafogo)

Como treinador, além das conquistas com a Seleção (fora os dois Mundiais – um deles como coordenador -, ele ganhou duas vezes a Copa América e outras duas vezes a Copa das Confederações), Zagallo ganhou vários títulos no comando de Flamengo, Botafogo, Vasco e Fluminense.

O Velho Lobo, porém, não é lembrado apenas pelos incontáveis troféus como jogador, treinador e em outras funções na Seleção Brasileira e em clubes. Com grandes histórias, expressões marcantes e jogos memoráveis, Zagallo ficou marcado para sempre no folclore do futebol tupiniquim. E uma dessas histórias é deliciosa e envolve a partida que marcou o tetracampeonato mundial.

(Foto: Getty Images)

Na final da Copa do Mundo de 1994, após o empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, a decisão seria decidida nos pênaltis pela primeira vez na história. O Brasil vencia a Itália por 3 a 2, e o italiano responsável pela última cobrança da Azzurra seria Roberto Baggio, o melhor jogador do mundo, craque e especialista nas bolas paradas.

O mundo estava aflito, ansioso, e os brasileiros preocupados, pensando em quem iria cobrar a sexta penalidade. Bem, quase todos. Zagallo não estava preocupado, como lembra seu filho, Paulo Zagallo.

“Na hora dos pênaltis, o Parreira estava tão nervoso que não queria nem ver as cobranças. Daí, quando o Baggio foi caminhando para bater o dele, meu pai pegou no braço dele e disse: ‘nós vamos ser tetracampeões agora, no chute dele, você vai ver, ele vai perder'”, contou, em entrevista à Espn Brasil.

(Foto: Getty Images)

O motivo? “Porque Roberto Baggio tem 13 letras (risos)”, revelou Paulo, lembrando da superstição do pai. “Imagina… naquela adrenalina, ele foi lá e contou o nome da camisa para dar a conta certa. Porra, um cara daquela categoria isolou o pênalti (risos). O Parreira foi lá e deu um abraço no meu pai (risos)”, completou.

A superstição de Zagallo com o número 13 começou com sua esposa, Alcina de Castro Zagallo, com quem ficou junto por 57 anos, e o Botafogo. “Começou na vida dele quando ele se casou com a minha mãe, que era devota de Santo Antônio e gostava do número. Daí, foi campeão em 58: 5 + 8 = 13. Começou em 67 no Botafogo como treinador e foi campeão: 6 + 7 = 13. Depois foi campeão como auxiliar em 94: 9 + 4 = 13 (risos)”, contou Paulo, que revelou mais um motivo para o pai acreditar que Baggio erraria o pênalti em 94.

“Meu pai e o Parreira sempre trabalharam juntos e sempre se deram muito bem. Ele garantia que o Brasil seria campeão e começou com as coisas dele. Os patrocinadores da seleção eram Umbro e Coca-Cola, as duas juntas têm 13 letras. ‘Tetracampeões’ tem 13 letras também”.


Fonte: Goal.com

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