Análise: Mesmo sem grande atuação, Neymar é o herói do ouro

Atacante marcou um golaço no tempo normal e definiu a cobrança das penalidades

Talvez seja exagero dizer que a decisão do ouro nos Jogos Olímpicos é a redenção de Neymar. Mas de fato ele conseguiu trazer para si o protagonismo da final contra a Alemanha. Marcando o gol no tempo normal e o decisivo nas penalidades, o camisa 10 da seleção olímpica atraiu os holofotes da partida.

No primeiro tempo, Neymar foi um dos mais acionados do Brasil, como sua importância para o time pressupõe. Mas ele se destacou mais pelos passes do que pelos dribles, a sua marca característica. Aliás, nas três vezes que ele partiu pra cima dos marcadores com a bola dominada, ele foi desarmado. Mas em distribuição de bola, foram 12 passes certos e só dois errados.

Confira todos os números de Neymar na final olímpica

Mas o principal ponto do craque da seleção foi o gol. Na única que vez que bateu em direção à meta adversário, em uma cobrança de falta, colocou a bola por sobre a barreira e acertando a travessão. A  bola já quicou dentro do gol, abrindo o placar. A falta, inclusive, foi sofrida pelo camisa 10.

Na segunda etapa, o jogo ficou mais burocrático no início e Neymar também esteve mais apagado. Só que aí veio o gol de empate alemão e o Brasil se lançou mais a frente. O atacante acertou mais dribles, arriscou mais e até deixou companheiros duas vezes na cara do gol. No entanto, o número de passes errados pulou para 10, demonstrando que o nervosismo pesou.

A disputa pelo ouro acabou indo para a prorrogação e a referência da equipe praticamente sumiu. Foram dois toques na bola, um passe certo lateral na defesa e dois passes errados no ataque, demonstrando que o preparo físico já tinha ido para o brejo. Na etapa complementar, um grande passe deixou Felipe Anderson na cara do gol, mas o companheiro desperdiçou batendo em cima do goleiro. Sem pernas, Neymar também teve uma oportunidade, mas chutou pra fora.

Ficando com a última cobrança nas penalidades máximas, o camisa 10 converteu com categoria e encerrou o histórico jejum olímpico do Brasil.

A movimentação do camisa 10 na decisão


Fonte: Goal.com

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