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Bancários de Alagoas decidem nesta quinta se entram em greve

Categoria não avança negociação salarial com a Federação Nacional dos Bancos

 

Tudo leva a crer que os bancários de Alagoas seguirão movimento nacional e devem deflagrar greve, por tempo indeterminado, a partir do dia 6 de setembro. A decisão será tomada durante assembleia geral da categoria, marcada para as 18 horas desta quinta-feira (1º), no auditório do Sindicato dos Bancários, que fica no centro de Maceió.

O motivo para a paralisação é a falta de negociação da classe com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que teria apresentado uma proposta de reajuste que não se aproxima com o pleito do movimento. De acordo com os bancários, a proposta não cobre a inflação dos últimos doze meses.

O Comando Nacional dos Bancários considerou insuficiente a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na última segunda-feira (29). Os bancos oferecem proposta de reajuste salarial de 6,5% mais abono de R$ 3 mil. As regras para a participação nos lucros (PLR) continuam as mesmas de 2015 e o vale-cultura seria extinto a partir de dezembro, se não for renovado pelo governo federal.

Sindicatos de todo país indicam rejeição das propostas nas assembleias, mostrando que as propostas da Fenaban não atendem as reivindicações dos bancários, que querem aumento real, PLR maior, vales e auxílio-creche de um salário-mínimo e proteção dos empregos entre outros itens.

Os 6,5% oferecida pelos bancos representam apenas 68% da inflação dos últimos doze meses, que será 9,57%, segundo projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A proposta ainda traz de volta a política de abono, que segundo os bancários prejudicou a categoria nos anos 1990.

Pleitos

De acordo com sindicato, os bancários de todo o país querem reajuste salarial de 14,78%, que corresponde à correção da inflação (projetada em 9,31% para setembro) mais aumento real de 5%; PLR de três salários-base mais R$ 8.317,90; piso de R$ 3.940,24 (Salário mínimo do Dieese); vale-refeição de R$ 40 por dia; vale-alimentação de R$ 880; e 14ª salário. Eles ainda lutam por auxílio-educação, ascensão profissional, melhores condições de trabalho, o fim das metas abusivas e do assédio moral e uma melhor segurança institucional para coibir assaltos e sequestros.

 

 

Gazetaweb

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