Bando de Loucos: Os Mapas da Mina

Gustavo tem números interessantes, mas será que a bola vai chegar redonda para ele?



GOAL Por Luís Butti, de São Paulo


Após naufragar com André e Luciano (que saíram para a Europa), e com Romero, que oscila e perde bolas fáceis no meio de campo, o Corinthians acaba de contratar o centroavante Gustavo, do Criciúma. Diferente dos outros três, Gustavo é artilheiro nato. Seus números de finalizações certas assustam (51 finalizações, tornando-se o terceiro maior finalizador da Série B), e no jogo aéreo, é soberano: lidera o quesito em gols e jogadas pelo alto.

Quando faz o pivô, mesmo trunfo de Paolo Guerrero dois anos atrás, Gustavo também vai muito bem. Por vinte vezes na B, fez, com excelência o papel de pivô em assistências para finalizações de terceiros.

Para corrigir, Gustavo precisa trabalhar o passe, perda de bola e posicionamento. Mas, nos quesitos que o Corinthians mais necessita, seus números são bastante interessantes. Contudo, o torcedor levanta uma questão bem pertinente: a bola vai chegar redonda?

Desde que Giovanni Augusto machucou contra o Red Bull Brasil no Paulistão, o meio de campo do Corinthians vem passando por momentos digamos que, não muito felizes. As bolas não chegam redondas, como acontecia ano passado.

Elas até chegam. Mas, na maioria das vezes, são truncadas. Às vezes, são desviadas. Por outras vezes, não são na medida (ou curtas demais, ou longas demais). Fora quando são interceptadas, ou o meio-campista está simplesmente fora de posição ou em má fase. Fica muito difícil de se encontrar o mapa da mina quando o meio-campo vai mal.

Não vou nem falar em Cristian, Elias e Rodriguinho. Focarei nos homens de armação mesmo.

Giovanni Augusto perdeu ritmo (Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

Giovanni Augusto era para ser este cara, para fazer a bola chegar. Mas a contusão acabou com seu ritmo de jogo. Guilherme definitivamente não se achou. Quando começava a se encontrar, Cristóvão o colocou no banco em detrimento de Romero. E quando promoveu a sua volta, precisou deslocar o atleta para o ataque. Marquinhos Gabriel até tenta. Mas é necessário ser mais agudo, principalmente quando avança das pontas para o meio. Marlone, o melhor deles no setor, começou a entrar apenas recentemente. Resolveu um jogo e lutou bem em outros dois ou três, mas está sozinho. Danilo até faz a bola chegar. Mas seu físico é bastante comprometedor para que renda o esperado. O atleta não aguenta muito mais que 10, 15 minutos de jogo.

Já Bruno Paulo sequer entrou. Não faço ideia do que esperar. 

Gustavo tem bola pra resolver.

Mas se o meio não se encontrar, o mapa da mina ficará mais obscuro.

Luís Butti é redator publicitário, compositor e corintiano das antigas. Adora música, polêmica e redes sociais. É a favor do mata-mata e vê na Arena Corinthians o seu “Jardim do Éden”…


Fonte: Goal.com

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