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Casa de Custódia e centrais de flagrantes continuam superlotadas em Maceió

Problema provoca revolta e gerou princípio de tumulto no Code na semana passada 

 

A Casa de Custódia II, no bairro do Jacintinho, e as três centrais de flagrantes, em Maceió, estavam superlotadas na tarde desta segunda-feira (1°). O problema é antigo e afeta também o Complexo de Delegacias Especializadas (Code), em Mangabeiras, que registrou, na última quinta-feira (28), um princípio de rebelião por conta do problema. No local, havia 41 presos, 31 a mais que a capacidade. 

De acordo com agentes da Central de Flagrantes II, no bairro da Mangabeiras, nesta tarde, há 26 presos custodiados na unidade, quando a capacidade é para 10. 

"O que piora a superlotação é a interdição de cadeias públicas no interior. Isso porque os presos custodiados nessas unidades são transferidos para a capital. Com isso, há mais de um mês nós estamos com nove presos nessa situação. Alguns não têm nem antecedentes e cometeram pequenos crimes, podendo responder em liberdade. Na última quinta, registramos um princípio de rebelião, devido à revolta de presos. Não existe estrutura para esses presos, nem espaço. Os 41 presos tinham que se revezar para deitar. Eles criaram uma escala de quem ficava em pé e deitado. Após muita luta, conseguimos a transferência de 20 detidos. Porém, já foram realizados mais flagrantes e continuamos superlotados. É um absurdo", desabafa o agente que preferiu não ser identificado.

 

Superlotação em centrais de flagrantes de Maceió já virou rotina

FOTO: CORTESIA À GAZETAWEB

A Casa de Custódia da capital, que abriga 74 presos, tem capacidade apenas para 30. No entanto, a unidade, que tem antecedentes de superlotação, deve cumprir uma ordem judicial que determina um limite máximo de 45 presos a serem custodiados no local. "A realidade é que isso não acontece. Estamos com muito mais da capacidade e já sabemos que hoje haverá transferências", disse um agente que preferiu não ser identificado. 

 

Para agravar as condições da Casa de Custódia, uma fossa estourada tem comprometido o trabalho dos agentes, em virtude do forte odor no local.

Benedito Bentes

 

Na Central de Flagrantes III, no bairro do Benedito Bentes, o problema também existe. O local, na tarde desta segunda-feira, estava com três presos além da capacidade. Segundo os agentes, 18 presos estavam no local, quando cabem apenas 15 na carceragem da unidade policial.

 

A Gazetaweb tentou entrar em contato com a Central de Flagrantes I, no Farol, mas não obteve êxito.

 

gazetaweb

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