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Coloca a Marta! Camisa 10 supera Neymar no futebol, na atitude e nos números

Estilo de jogo, ritmo e adversários são totalmente diferentes, mas a Rainha do Futebol está dando um banho no craque do Barcelona nos Jogos Olímpicos

De um lado, um dos melhores jogadores do mundo, jovens talentos que chamam a atenção de todo o planeta, alguns dos melhores futebolistas em atividade no Brasil e garotos que atuam na Europa. Todos talentosos e muito bem remunerados. Do outro lado, uma das melhores jogadoras da história e ótimas futebolistas. Algumas recebem bem, outras passam sufoco.

Um tem todo o incentivo do mundo e muito dinheiro envolvido, atrai bilhões de pessoas (apesar de milhões de atletas sofrerem com o desemprego e viverem uma triste realidade no futebol brasileiro). O outro é lembrado durante as competições, mas depois é sempre esquecido e não tem o apoio que merece, tanto dos patrocinadores e do poder (que não dão o incentivo necessário) quanto da imprensa (que não dá o espaço devido no noticiário) e dos torcedores (que não vão aos jogos nem os assistem em casa).


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O triste abismo na realidade do futebol masculino e do futebol feminino no Brasil não é novidade para ninguém, mas com os Jogos Olímpicos acontecendo em nossa casa, a discussão ganhou força nas ruas e nas arquibancadas. Isso muito em função do brilho das meninas, que estão dando um show e golearam China (3 a 0) e Suécia (5 a 1), e da completa decepção dos garotos, que empataram sem gols com África do Sul e Iraque.

As meninas são vistas como heroínas por superarem todos os problemas para fazer bonito, como já se tornou habitual. Já os rapazes pagam não só pelo péssimo futebol apresentado nos Jogos Olímpicos, mas pela fase lamentável que vive o nosso futebol, e escutam vaias e críticas (merecidas).

(Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Surgiram, então, pedidos para que Marta fizesse parte da seleção masculina, algo que já ocorre em jogos masculinos nos estádios brasileiros desde a década passada, quando a camisa 10, uma das maiores da história do futebol, conquistou cinco vezes o prêmio de melhor jogadora do mundo. Agora, porém, ao invés de uma torcida insatisfeita pedir Marta no seu time, é o povo que pede a craque na Seleção Brasileira masculina.

E entrando na brincadeira, Marta no time de Rogério Micale não seria má ideia. É claro que o estilo de jogo, o ritmo das partidas e os adversários são totalmente diferentes, mas a camisa 10 está dando um banho em Neymar, um dos melhores jogadores do mundo, nesta edição dos Jogos Olímpicos, e em todos os sentidos. E no papel, a seleção feminina tinha rivais mais difíceis que a masculina.

Ambos têm o número 10 nas costas e usam a braçadeira, mas Marta tem mais atitude, chama a responsabilidade e tem liderança. Neymar já provou em outras oportunidades que não tem maturidade nem perfil para ser capitão de uma equipe de futebol, e está provando isso novamente no torneio disputado em solo brasileiro. Além de não “chamar a responsa” como deveria, o craque – que nitidamente está sem ritmo de jogo – não lidera seus companheiros, não acalma os garotos e não tem atitudes de um líder.

Após o empate com o Iraque, neste domingo (7), por exemplo, o jogador do Barcelona passou pela zona mista sem dar entrevistas. Nos momentos de pressão, o craque e líder do time precisa dar a cara para levar os tapas e defender os companheiros e mais jovens, não se esconder e deixar a tarefa para os outros. Neymar é o principal jogador, capitão, craque, referência e também um dos três jogadores acima de 23 anos da Seleção. É lamentável sua atitude.

Confira os números de Neymar e Marta no Rio 2016:

Além disso, nos números, Marta também está dando um banho em Neymar. O futebol masculino tem um jogo mais rápido, dinâmico, com um ritmo veloz e um estilo totalmente diferente do feminino, além de mais contato físico e “maldade”, mas a camisa 10 supera o número 10 com tranquilidade. O jogador do Barcelona só leva vantagem nas finalizações (10 contra 7), na quantidade de chances criadas (11 contra 6) e nos números de passes (91 contra 65) e toques na bola (166 contra 119), e isso muito em função da maior velocidade do jogo masculino. No entanto, Marta marcou mais gols, deu mais assistências, acertou mais finalizações no alvo, criou oportunidades de tentos mais claras, tem melhor aproveitamento no passe e ajudou mais sua equipe defensivamente. Até aqui, nos Jogos Olímpicos, a grande estrela brasileira feminina dá um banho no grande nome tupiniquim masculino.


Fonte: Goal.com

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