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Em fim de mandato, prefeitos já miram eleições de 2018

O fim do mandato dos prefeitos, que sem poder concorrer à reeleição, deixam neste ano o comando dos principais colégios eleitorais pernambucanos inaugura a corrida para uma das vagas mais disputadas até 2018: o Senado. No páreo estão Julio Lóssio (PMDB), de Petrolina, José Queiroz (PDT), de Caruaru, e Elias Gomes (PSDB) de Jaboatão dos Guararapes. Eles não admitem o desejo abertamente, mas já se articulam nos bastidores para ampliar as bases, principalmente em cidades vizinhas, e garantir a permanência no jogo político durante os próximos dois anos na chamada “planície”, jargão usado para o período sem mandato. A janela a ser aberta é a mais vantajosa. São duas vagas para um cargo com duração de oito anos.

O sempre aliado do governo PSB, Queiroz deve apresentar como principal argumento, além da “amizade do PDT” no estado, o peso do Agreste, onde desempenha um papel de liderança política. A região é considerada uma das mais expressivas em termos de votação, o que se traduz em um peso histórico em cargos estratégicos . De lá, saíram, por exemplo, três vice-governadores – Mendonça Filho, Joaquim Lyra e Roberto Fontes. Em 1990, José Queiroz foi candidato ao Senado, perdendo por menos de 4% dos votos (menos de 70 mil votos) para Marco Maciel (DEM). Da Executiva do PDT, ele deve usar os próximos meses para andar pelas cidades próximas a Caruaru, algo que não pôde fazer como prefeito. Ao mesmo tempo, aliados dizem que o pedetista tem pretensões de pleitear uma secretaria estadual no próximo ano. Nos bastidores, fala-se em algo com perfil mais voltado para o interior, porém ele não estaria demonstrando preferências, afirma um político próximo.

Com o partido longe do Palácio, mas com boas relações com governador Paulo Câmara (PSB), Elias Gomes (PSDB) se prepara para assumir o comando da sigla no estado no segundo semestre do próximo ano. “Vou trabalhar para que o partido crie uma coordenadoria para o Nordeste que vá além da campanha. O PSDB ainda é um partido muito paulista que, no máximo, conseguiu ser mineiro”, disse sobre sua futura atuação à frente da sigla tucana. Em uma avaliação que sublinha, “é pessoal”, considera a saída do PSDB da base governista como um erro que pode ser corrigido a partir de um projeto nacional em 2018.

“PSB e PSDB é um dos caminhos que se pode trilhar em 2018 interessante para os dois lados… E as decisões locais vão depender muito do nacional”, falou. Caso aliança seja retomada, porém, ele corre o risco de abrir uma disputa interna com o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), pela candidatura ao Senado. Caso não, poderia ser o nome em uma chapa tendo Bruno Araújo na disputa pelo governo do estado. Aliados dizem que ambos os cenários podem ser vantajosos ou não, a depender do resultado das eleições municipais – principalmente em relação ao desempenho do deputado federal Daniel Coelho na disputa pela Prefeitura do Recife.

Em um contexto mais complicado, Julio Lóssio precisa resolver, primeiramente, a situação partidária. Hoje o PMDB tem a vice, com Raul Henry, e a tendência é que permaneça com ela, deixando os cargos de candidato ao Senado para outros partidos aliados. Apesar da boa relação com o presidente interino Michel Temer, Lóssio se mantém mais à margem dos peemedebistas pernambucanos, o que não inviabilizaria a ida para outro partido. Caso não se concretize, a corrida para a Câmara Federal seria o “plano B” dele.

Olinda

Benquisto nos corredores do Legislativo, o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), deve investir forças em se eleger a deputado federal em 2018. Isso se vir a antecessora, Luciana Santos (PCdoB), vencer a eleição municipal e assumir seu cargo. Se não, o “prêmio de consolação” dele acabaria por ser a Assembleia Legislativa, onde o partido deixou de ter cadeira depois que Luciano Siqueira assumiu a vice-prefeitura do Recife.


Fonte: Diário de Pernambuco

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